O Ginásio do Ibirapuera foi palco de uma grande festa no último domingo (07) durante a decisão da temporada 2012/2013 da Superliga Feminina de Vôlei. Disputada entre Sollys/Nestlé, de Osasco, e Unilever, do Rio de Janeiro, a partida teve um show à parte vindo das arquibancadas.

Torcedores de ambas as equipes lotaram as dependências do Geraldo José de Almeida e, com direito a cânticos, faixas e gritos a cada ponto marcado, idênticos aos que podemos escutar nos campos de futebol após um gol, fizeram do ginásio um verdadeiro estádio.

E as semelhanças com o esporte mais popular do país não param por ai. A decisão entre Sollys e Unilever registrou um público de 9.397 torcedores pagantes, número este que supera, e muito, diversos confrontos envolvendo os maiores clubes do país pelos estaduais.

Um exemplo claro disso é o último clássico carioca disputado pela Taça Rio (segundo turno do campeonato estadual do Rio de Janeiro). No duelo entre Vasco da Gama e Botafogo, disputado no últimio dia 03 de abril e que ambos ainda tinham chances de classificação para a fase decisiva, apenas 6.994 pagantes foram registrados no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

Outra dado comparativo interessante que pode ser levantado na vitória do time carioca por 3 sets a 2 (22/25, 19/25, 25/20, 25/15 e 15/9), em 2h11 de partida disputada, é que o público registrado no Ibirapuera, que tem capacidade atual para 10.200 pessoas, só fica atrás de três dos noves jogos do Palmeiras como mandante no Campeonato Paulista deste ano. Ou seja, 66% dos duelos do alviverde no estadual de 2013 tiveram menos torcedores que o duelo entre Sollys e Unilever, contra Bragantino, União Barbarense e o clássico diante do Santos.

 

Vale lembrar que, para a decisão da Superliga Feminina de Vôlei, a CBV liberou 10% da carga máxima de ingresso para a torcida de cada time, enquanto que o restante das entradas foi colocado à venda sem divisão e esgotado em pouco menos de 30h após a abertura das bilheterias. 

E ao contrário do que acontece com algumas equipes na primeira fase da Superliga, como com o Sollys, por exemplo, os ingressos para a grande final eram cobrados e foram vendidos a R$ 20 as arquibancadas superiores e R$ 40 as inferiores, valor idêntico ao cobrado pelo Flamengo em jogos do Campeonato Carioca em Moça Bonita e pelo próprio Palmeiras por um ingresso de arquibancada e tobogã no Pacaembu.

Abaixo a lista dos jogos e públicos do Palmeiras como mandante neste Paulistão:

1ª rodada – Palmeiras 0 x 0 Bragantino – público pagante: 10.167
3ª rodada – Palmeiras 2 x 3 Penapolense – público pagante: 7.543
4ª rodada – Palmeiras 3 x 0 São Bernardo – público pagante: 5.313
6ª rodada – Palmeiras 2 x 0 Atlético Sorocaba – público pagante: 3.709
9ª rodada – Palmeiras 1 x 0 União Barbarense – público pagante: 19.128
10ª rodada – Palmeiras 2 x 1 Paulista – público pagante: 5.301
13ª rodada – Palmeiras 2 x 0 Botafogo – público pagante: 4.160
14ª rodada – Palmeiras 0 x 0 Santos – público pagante: 11.912
16ª rodada – Palmeiras 2 x 1 Linense – público pagante: 5.151

Público total do Palmeiras até o momento: 72.384 pagantes
Média de público do Palmeiras até o momento:  8.042 pagantes/por jogo

*As únicas partidas do Palmeiras que superaram o público da final da Superliga foram as contra Bragantino, na estreia do time no Paulistão, contra o União Barbarense, na nona rodada, e o clássico contra o Santos.

**Todos os dados citados acima foram retirados dos boletins, borderôs e súmulas disponíveis pela FPF (Federação Paulista de Futebol) e pela Assessoria de Imprensa do Sollys/Nestlé

***Lembrando que foram levantados os números de torcedores pagantes por partida. As gratuidades conformes as Leis estaduais (como cadeirantes, idosos e crianças) não foram inclusas, pois os números, em sua maioria, não são disponibilizados ou especificados em seus borderôs financeiros. 

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