A diretoria do Grêmio convocou uma reunião coletiva durante à tarde para comunicar que as negociações do clube com Ronaldinho Gaúcho estão oficialmente encerradas.

Em tom de frustração, o presidente do Grêmio Paulo Odone salientou o esforço feito pela diretoria – que faria, em suas palavras, a maior negociação da história do clube e talvez a maior do Brasil – para repatriar o craque revelado no tricolor gaúcho. No entanto, as negociações paralelas com Palmeiras e Flamengo irritaram os cartolas, que imaginavam que o amor ao clube falaria mais alto. Um leilão pelo craque nunca esteve nos planos da diretoria.

“Não estávamos trazendo apenas um craque – estávamos trazendo uma paixão, alguém que iria se reencontrar com a sua torcida. Contratar um atleta com propostas no mercado não era a nossa idéia e o Grêmio não tem dinheiro para isso”, revelou Odone. “Encerrei as negociações e comuniquei ao Assis. Ele pode fazer mais leilões e pode receber mais propostas agora, sugiro até que procure também o Corinthians. Diante do que aconteceu, eu encerrei as negociações com o maior sentimento e a maior frustração.”

O vice-presidente de futebol, Antonio Vicente Martins, reforçou o discurso do presidente e ainda revelou que, depois de ter acesso às propostas feitas por Flamengo e Palmeiras, a proposta do Grêmio era superior.

Perguntado se, num futuro, Ronaldinho Gaúcho teria as portas abertas no Grêmio, Odone foi sarcástico: “Se um dia ele aparecer, pode ser que tenha alguém com paciência pra dizer ‘quanto você quer, o que você quer fazer?’”.

Frustrado com leilão, Grêmio encerra negociações com Ronaldinho Gaúcho

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