O Atlético-MG chegou a 33 partidas de invencibilidade na Arena Independência, onde não perdeu desde a reinauguração do estádio, no ano passado, ao vencer o São Paulo por 4 a 1 nesta quarta-feira (09) e com isso se classificou para as quartas de final da Taça Libertadores.

Time de melhor campanha no torneio até agora, o Galo soube como esquecer o revés para o Tricolor no último jogo da primeira fase e bateu a equipe paulista duas vezes nas oitavas. Na partida de ida, no Morumbi, o vice-campeão brasileiro já tinha feito 2 a 1.

O grande nome da partida em Belo Horizonte foi o atacante , com três gols. Diego Tardelli, cria do São Paulo, também deixou o dele, e Luís Fabiano fez o de honra.

O Atlético espera agora a definição do confronto entre Tijuana e Palmeiras, que se enfrentarão na próxima terça-feira (15), no Pacaembu, para conhecer seu próximo adversário. No primeiro duelo, houve empate sem gols no México.

Dúvida do técnico Cuca até a última hora, o zagueiro Leonardo Silva, com uma fratura no dedo médio da mão direita, desfalcou o Galo. O veterano Gilberto Silva o substituiu. Bernard, que voltou a sentir o ombro, foi para o jogo.

No São Paulo, Osvaldo, que também não tinha presença garantida por ter levado uma pancada no quadril contra o Corinthians, não pôde estar em campo. Com isso, Douglas atuou mais adiantado, como um ponta direita.

Nem bem a partida começou e o Atlético quase fez 1 a 0. Logo aos dois minutos do primeiro tempo, Ronaldinho Gaúcho cobrou falta frontal e acertou o travessão. Ninguém apareceu para aproveitar o rebote.

Se alguém tinha dúvidas se o time da casa optaria por se limitar a defender ou sair para o jogo, teve a resposta já nos primeiros minutos. “A melhor defesa é o ataque” era o lema dos comandados de Cuca, que tinha mais a bola e rondava mais a área adversária. Aos 12, Richarlyson bateu falta e, de bicicleta, Diego Tardelli encobriu a meta.

E a prova concreta de que o Galo não administraria a vantagem foi dada aos 17 minutos. Bernard foi acionado na meia-lua e recebeu combate de Rafael Tolói, mas a sobra ficou com Jô, que bateu no canto esquerdo e abriu o placar.

O gol fez com que o ritmo da partida caísse. Abatido em um primeiro momento, o São Paulo enfim incomodou aos 25. Carleto cruzou da esquerda, Ganso se antecipou à marcação, mas parou em Victor, que defendeu com os pés.

A resposta veio cinco minutos depois, em mais um lance de bola parada. Ronaldinho cobrou a infração, Jô cabeceou firme e Rogério Ceni apareceu bem para evitar o segundo. Logo na sequência, aos 34, Tardelli também tentou de cabeça, mas arrematou para fora.

Após alguns instantes de pé no freio, o Atlético voltou a ser o dono do jogo, e Tolói teve que impedir em cima da linha aquele que seria o segundo gol. Aos 36 minutos, numa inversão de papéis, Jô cruzou da ponta, Bernard tirou de Ceni, mas o zagueiro salvou.

O São Paulo voltou do vestiário mais ofensivo, com a estreia do atacante Silvinho, contratado junto ao Penapolense, no lugar de Paulo Miranda. No entanto, o time de Ney Franco não conseguia pressionar e ainda levava sustos.

Aos cinco minutos, Jô dominou fora da área, encobriu Rogério Ceni e acertou a trave. Dois minutos depois, o próprio centroavante bateu cruzado e Bernard por pouco não completou para a rede.

Sem deixar o adversário jogar, o Atlético “matou” o confronto com dois gols em dois minutos. Após cobrança de lateral de Marcos Rocha, Leandro Donizete resvalou e Jô, com muita categoria, marcou mais um.

Pouco depois, aos 19, Diego Tardelli deixou sua marca. Réver deu um chutão do campo de defesa, Rafael Tolói não afastou e a bola ficou limpa com o camisa 9, que encobriu Ceni.

Com o adversário na lona, o Galo não teve dó e marcou o quarto aos 24. Ronaldinho, no melhor estilo Ronaldinho, desceu bem pela esquerda, olhou para um lado e tocou para o outro até Jô, que assinalou um “hat trick” com um chute rasteiro.

A essa altura, cinco gols salvariam o já entregue Tricolor. Houve tempo para um, que aconteceu aos 29. Carleto soltou uma bomba de longe, Victor não conseguiu segurar e, em sua volta e ao mesmo tempo despedida desta Libertadores, Luís Fabiano diminuiu.

Se não balançou a rede, Ronaldinho também fez parte do show. Aos 36 minutos, o camisa 10 fez fila na defesa são-paulina e chutou com categoria, tirando do goleiro. A bola, porém, foi à esquerda do alvo. Foi o último grande ato nessa partida de um grande time que, merecidamente, já é um dos oito melhores da América.

Ainda houve tempo para confusão. Rosinei e Thiago Carleto se estranharam, trocaram agressões e foram expulsos. O meio-campista desfalcará o Galo na primeira partida das quartas.

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