O narrador Galvão Bueno disse em 2010 que a Copa do Mundo do Brasil seria o último Mundial de seleções que ele trabalharia. Seria, pois o jornalista revelou, em entrevista à revista Veja, que não irá se aposentar agora e que trabalhará na Copa da Rússia, em 2018.

“A vida é dinâmica. Tivemos uma mudança de gestão na Rede Globo, muito relacionada à minha área. Eu me sinto extremamente feliz hoje trabalhando. É um novo desafio. Foram-me propostas coisas novas. Cheguei à conclusão de que é o que gosto de fazer, o que sei fazer, é onde realmente me realizo. Enquanto me sentir bem, com saúde e em condições de fazer o trabalho, e a Globo entender que sou importante nesse trabalho, vou ficar. Tenho contrato até depois da Copa de 2018. Voltei atrás, sim”, revelou o principal narrador da TV Globo.

Galvão, além de sua carreira, também deu sua opinião sobre o atual momento vivido pela Seleção Brasielira e a gestão anterior e atual da CBF.

“Tivemos, todo mundo sabe, uma série de problemas na gestão do Ricardo Teixeira, que foi excessivamente longa e deixou sombras que o obrigaram a renunciar. Mas foi uma gestão com várias conquistas esportivas. Seria muito melhor que elas tivessem acontecido sem as sombras. Está respondido? Não tenho poder de decisão sobre a CBF, mas gostaria, sim, que ela se modernizasse e se modificasse”, afirmou.

Realizada antes do anuncio da contratação de Dunga como novo técnico e Gilmar Rinaldi como coordenador-geral de seleções, a entrevista de Galvão também entra no assunto treinador. O narrador citou alguns nomes e avaliou possíveis candidados ao cargo, que estava vago até então.

“Cito alguns nomes agora, mas apenas como detentores de certas características, como o perfil adequado para o momento. Como técnico, você tem Tite, Muricy, Abel Braga, Luxemburgo, grandes nomes do Brasil. Deve existir um gestor, um sujeito com experiência e conhecimento do futebol internacional, que saiba como se trabalha em França, Itália, Espanha, Brasil. É alguém para se preocupar menos com o dia a dia e mais com os caminhos a ser seguidos. Na minha opinião, ninguém está mais bem preparado neste momento para assumir essa tarefa do que o (ex-jogador) Leonardo. É um sujeito que fala cinco idiomas, foi campeão na França e na Itália e tem formação de técnico e gestor”, explicou.

Galvão Bueno ainda falou sobre o vexame sofrido pelo Brasil para a Alemanha, que culminou na perda do hexa em casa, e explicou sua postura nos últimos jogos da Seleção Brasileira na Copa de 2014. “As pessoas esquecem que estou lá para animar o espetáculo. Sou um vendedor de emoções”, disse o narrador.

Relembre no vídeo abaixo a ‘despedida’ de Galvão:

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