Nesta terça-feira, o Brasil estréia no 16º Campeonato Mundial de Handebol Adulto Feminino, que será realizado até o dia 14 deste mês na Croácia. A equipe nacional enfrentará a seleção anfitriã na cidade de Split, sede dos confrontos do Grupo A, o qual também inclui França, Espanha, Sérvia e Montenegro e Austrália. “Queremos mostrar evolução no Mundial”, disse o técnico brasileiro Alexandre Trevisan Schneider, lembrando que a melhor classificação foi o 12º lugar no Mundial da Itália, em 2001.

Mas, para conseguir este objetivo, o treinador espera dificuldades. “Sabíamos que não seria fácil de qualquer jeito, mas não fomos beneficiados no sorteio das chaves. No handebol, as equipes mais fortes são as européias e, somente no nosso grupo, há quatro delas. Estamos cientes do nosso potencial e queremos nos superar naturalmente nesta competição pois, nas Américas, já provamos que estamos em um patamar acima”, explicou Schneider, que irá utilizar a base da equipe que conquistou o bicampeonato dos Jogos Desportivos Pan-Americanos de Santo Domingo, no início do semestre.

Além de jogadoras experientes, o técnico acrescentou promessas na lista de convocadas. As armadoras Aline (artilheira da Liga Nacional com 134 gols), Millene e Ana Amorim, estas duas destaques da Seleção Júnior, fazem parte do trabalho de renovação do time para as Olimpíadas de Atenas, Grécia, em 2004. “A participação no Mundial, por ser a competição de maior nível técnico do calendário, irá servir para muito mais do que preparar melhor o Brasil para os Jogos Olímpicos. Estamos motivados e confiantes em fazer uma boa apresentação na Croácia, dando seqüência ao trabalho”, continuou Schneider.

A delegação brasileira está na Europa desde o dia 21 deste mês, quando iniciou a etapa final de treinamentos na Dinamarca. A equipe nacional realizou uma série de amistosos, obtendo duas derrotas diante da Seleção da Dinamarca (por 33 a 14 e 30 a 17) e dois empates contra a Seleção B do país (por 24 a 24 e 23 a 23). As atletas seguiram para a Croácia no sábado (29). “Foi muito positivo este intercâmbio. A Dinamarca, se não é a melhor, tem uma das escolas mais fortes do mundo. O handebol é o primeiro esporte do país”, concluiu o técnico.

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