Thomas Hitzlsperger é o primeiro jogador de futebol de alto nível a assumir a homossexualidade. Aposentado desde o ano passado, o ex-meia de 31 anos e que jogou a Copa do Mundo de 2006 pela Alemanha divulgou sua opção sexual à revista alemã Time que vai às bancas esta semana no país.

Com 52 jogos pela seleção alemã, o atleta com passagens por Everton, West Ham, Lazio, Wolfsburg e Stuttgart acha que o momento é bom para assumir a questão.

“Depois de encerrar a minha carreira, é uma boa hora para sair do armário. Encorajo outros jogadores a fazerem o mesmo… A homossexualidade é ignorada no futebol. Quero mudar isso”, explicou.

Segundo Hitzlsperger, foi um longo e difícil processo e “Somente em anos mais recentes isso se aflorou em mim, pelo fato de eu preferir viver com outro homem”.

“Na Inglaterra, na Alemanha ou na Itália a homossexualidade não é um assunto sério, nem nos vestiários, seja qual for a discussão”, conta.

Depois, o ex-meia tratou de dar a sua opinião sobre o estereótipo dos gays na sociedade, centrando-se nos que praticam esportes de alto nível.

“Os gays são chamados de ‘maricas’”, lembra, para depois citar um dos lemas do esporte: “Luta, paixão e garra para vencer são muito ligados ao esporte. Isso não se encaixa no clichê  que as pessoas pensam sobre os homossexuais, que eles seriam moles”.

Thomas também deixou claro que nunca se envergonhou do assunto, apesar de ter que aguentar alguns companheiros de cabeça mais fechada.

“Pensando sobre tudo novamente, quando vinte homens jovens estão sentados em uma mesa bebendo, muitas coisas são ditas. Até o momento em que as piadas são razoavelmente engraçadas e as baboseiras sobre homossexuais não fiquem bastante ofensivas”, disse.

Outro fato difícil segundo o próprio foi ter contado a notícia para o atual técnico da deleção, Joachim Löw, e seu assistente, o ex-artilheiro Oliver Bierhoff.

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