<br> Em entrevista ao jornal italiano <i>Gazzetta dello Sport</i>, o jogador Kaká manifestou preocupação sobre a saída precoce de jogadores do Brasil. Para ele, o ideal seria que os jogadores ficassem mais tempo no Brasil, mas acredita que isso seja muito difícil de acontecer.

“A oportunidade de fazer uma carreira e também o medo da violência contribuem para a ida dos brasileiros para a Europa. Antes, o mercado era mais fechado, agora ficou mais fácil vir para cá. A imigração é um fenômeno mundial e o futebol não está fora deste contexto", lembra Kaká.

O jogador também se preocupa com a falta de identidade entre os torcedores e os jogadores da Seleção Brasileira por causa dessa saída precoce.

"Agora, a seleção brasileira está fazendo todos os seus amistosos na Europa e só jogamos no Brasil pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Isso é pouco para nossos torcedores", lamenta.

Sobre o brasileiro mais jovem do Milan, Alexandre Pato, Kaká diz que fará de tudo para que ele se adapte no novo time, e afirma que ele será muito comparado ao ucraniano Schevchenko, seu ex-companheiro de clube.

Sobre a luta por uma vaga na Seleção Brasileira, Kaká não vê problema, e diz já ter falado com Dunga sobre o assunto.

“Conversei com o Dunga quando me apresentei para a disputa do amistoso contra a Inglaterra, em junho, e expus minha razão para pedir dispensa. A conquista da Copa América fortaleceu alguns jogadores, mas não vejo problemas", afirma o meia-atacante.

Kaká ainda aproveitou para opinar sobre o atacante Adriano, que não vem sendo aproveitado pela Inter de Milão: “não estou por dentro do que está acontecendo entre o Adriano e a Inter, nem sobre o seu comportamento fora de campo, mas sei que ele é um grande jogador e vê-lo fora de campo é muito ruim. É um talento desperdiçado", encerra o jogador do Milan.

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