"Cansei de ser um enfeite. Não tinha autonomia, não era ouvida e não tive espaço para realizar meu trabalho". A frase da ex-jogadora Paula é suficiente para entender os motivos que levaram a ex-atleta a pedir demissão do posto de secretária nacional de alto rendimento do Ministério do Esporte. Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, ela explicou que a falta de planejamento, direcionamento e autonomia no cargo foram os motivos para sua decisão. Disse que não conseguia conversar com o ministro Agnelo Queiróz e que, em 5 meses de trabalho, sequer soube qual era o orçamento de sua secretaria. Durante a entrevista, Paula chegou a chorar. A gota d’água foi a organização dos Jogos da Juventude. Depois de fazer todo o planejamento da competição, ficou sabendo que valeria o formato apresentado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, que acabou ficando com a verba do desporto escolar.

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