Os diversos protestos que tomaram conta da cidade de São Paulo durante toda a semana que passou, na luta contra o aumento da tarifa do transporte público de R$ 3,00 para R$ 3,20, ganharam apoio dos manifestantes de Brasília que, neste sábado (15), estiveram no estádio Mané Garrincha, com cartazes de repúdio a injustiças e também para criticar os gastos excessivos do governo para a Copa das Confederações e também para a Copa do Mundo de 2014.

Com dizeres do tipo “São Paulo, estamos juntos”, “Fazendo do ódio, instrumento de trabalho”, “A justiça é cega, mas a injustiça podemos ver” e “Sem justiça, não tem paz. Sem paz, eu sou refém”, os manifestantes sofreram com os ataques da policia, tanto com a cavalaria como com bombas de gás lacrimogêneo. 

No total, oito manifestantes foram detidos pela polícia e 27 pessoas ficaram feridas durante o combate (clique aqui e veja mais detalhes).

Em grupos separados, as pessoas que protestavam tentavam se aproximar do Mané Garrincha, mas eram afastados pela tropa de choque com bombas e balas de borracha. Foram utilizadas cerca de 15 bombas de efeito moral, que chegaram a afetar alguns torcedores que já estavam entrando no estádio.

Voluntários da Fifa, fazendo uso de um alto-falante móvel, orientavam os torcedores para que eles não esfregassem os olhos por conta do gás.

De acordo com um dos manifestantes, que não quis se identificar, a ação violenta partiu da polícia. 

“Estamos gritando para ser tudo sem violência. Acho que isso acabou irritando eles e a ordem foi de ataque. Deu no que deu. Agora, quero ver quem vai arcar com as consequências”, disse.

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Manifestantes de Brasília apoiam protestos de São Paulo e expressam ódio em cartazes

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