O ex-meia Klas Ingesson, que jogou pela Suécia nas Copas do Mundo de 90 e 94, nesta última conquistando o terceiro lugar, virou sensação do campeonato nacional como técnico do Elfsborg por estar trabalhando em uma cadeira de rodas devido as dificuldades de locomoção decorrentes de um câncer.

Em dezembro de 2008, Ingesson foi diagnosticado com um mieloma múltiplo. Dois anos depois, já recuperado fisicamente, o ex-jogador aceitou uma oferta para treinar o time B do Elfsborg, um das principais times do futebol sueco da última década e campeão nacional pela última vez em 2012.

Há um ano, no entanto, Ingesson teve uma recaída e precisou ser submetido a um transplante de células-tronco.

Apesar de sua condição física delicada, depois da saída do anterior técnico do Elfsborg, a direção da equipe convidou o ex-meia para comandar o time principal devido ao seu bom trabalho, capacidade de liderança e de motivação.

“Não tinha nenhuma vontade, mas a pergunta voltava todo o tempo e quando pensei um pouco, me dei conta que esta oportunidade não voltaria outra vez”, reconheceu Ingesson em uma entrevista recente.

O tratamento pesado provocou sequelas e enfraqueceu o técnico. Devido a uma osteoporose, o ex-meia do IFK Gotemburg, Mechelen, PSV Eindhoven, Bari, Bologna e Olympique de Marseille precisou recorrer a um andador para se locomover.

Após a derrota do Elfsborg na primeira rodada contra o Atvidaberg, Elgensson caiu no vestiário e quebrou um braço, e agora precisa utilizar uma cadeira de rodas. Foi nela que o ex-jogador dirigiu na sexta-feira passada sua equipe contra o Hacken, na primeira vitória do Elfsborg na temporada, por 3 a 1.

Ao final da partida, o treinador foi levado em sua cadeira de rodas até o meio de campo, onde saudou ao lado dos jogadores o público, que aplaudiu o momento de pé.

“É bom quando os torcedores acreditam em mim como treinador e estão comigo”, declarou Ingesson, quem já tinha recebido uma ovação parecida da torcida rival no estádio do Atvidaberg.

Embora já esteja preparada para uma nova possível recaída do câncer, a direção do clube mantém sua confiança em Ingesson, que em sua época de jogador atuou em 57 partidas pela Suécia.

O ex-meia, inclusive enfrentou o Brasil três vezes em Copas do Mundo, as primeira em 90, e as duas seguintes em 94. No último dos duelos, Ingesson vestiu a camisa 8 na derrota por 1 a 0 válida pelas semifinais da competição.

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