O diretor esportivo do Paris Saint-Germain, Leonardo, pode ser punido até com um ano de suspensão, por causa de um empurrão no árbitro do jogo entre sua equipe e o Valenciennes, disputado no último domingo, pelo Campeonato Francês.

O caso envolvendo o ex-jogador de Flamengo, São Paulo e Seleção Brasileira, será analisado hoje pela Comissão Disciplinar da Federação Francesa de Futebol, que segundo seu regulamento geral, pode decidir tirar dois pontos do time parisiense pela agressão.

No jogo, que terminou empatado em 1 a 1, fazendo com que a conquista do título do PSG fosse adiada, o zagueiro Thiago Silva foi expulso ainda no primeiro tempo, provocando grande revolta de jogadores e comissão técnica.

Leonardo tentou falar com o trio de arbitragem, sem sucesso, e no intervalo foi direto para o vestiário onde estava Alexandre Castro e seus auxiliares. Neste momento, imagens gravadas pela emissora de televisão Canal +, dão a impressão de um empurrão. O presidente do clube, Nasser Al-Khelaifi, foi quem retirou o brasileiro do local.

O jornal Le Parisien publica hoje entrevista com Leonardo, na qual ele garante não ter acontecido agressão, afirmando que o delegado da partida, que ao tentar retirá-lo do local, o empurrou. “Eu é que fui agredido”, afirma o dirigente do PSG.

O delegado ao jogo, ao mesmo jornal, nega a versão e afirma que “em 20 anos nunca tinha visto tanta violência” contra um árbitro. Alexandre Castro, por sua vez, redigiu relatório sobre o incidente, mas o conteúdo do texto não foi revelado.

No julgamento de hoje, Leonardo corre sério risco de punição, por ser reincidente, já que no fim do ano passado, foi punido por criticar a arbitragem após jogo com o Montpellier, pelo Campeonato Francês, que terminou empatado em 1 a 1.

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