A Xpro, uma instituição de caridade a ex-jogadores na Inglaterra, lançou um estudo preocupante. Após a aposentadoria, 33% dos jogadores se divorciam após somente um ano longe dos gramados. Outros 40% vão à falência e 80% sofrem de artrose, que é uma doença que degenera as articulações.

A realidade é bem diferente do glamour que vivem os atletas durante a carreira. Segundo Dean Holdsworth, que foi atacante do Bolton Wanderers e do Wimbledon, e hoje gerencia a Xpro, a Xpro atende também a outros problemas de jogadores que abandonaram as chuteiras.

“Nós lidamos com a maioria, não a minoria. Muitos jogadores da Premier League não precisarão dessa ajuda”, denuncia Holdsworth, que ainda cita que alguns chegam a criar vícios e ter distúrbios relacionados a estresse.

Segundo a empresa Deloitte, enquanto os salários da elite inglesa estão na média dos R$ 90 mil por semana, os da segundona, chamada de Championship, caem para R$ 19 mil semanais. E decai ainda mais nos escalões inferiores. Imaginem então na Inglaterra, que possui sete divisões.

Holdsworth declara ainda que os atletas, enquanto ativos, não planejam o que fazer para se sustentar após o final da carreira, que costuma ser curta de, no máximo, 20 anos.

“Para os jogadores famosos o problema é a perda de status, mas para o rapaz que acabou de sair de um time da quarta divisão a preocupação pode ser como pagar a hipoteca da casa”, disse.

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