A nadadora australiana de águas abertas Chloe McCardel começou nesta quarta-feira (12), em Havana, seu desafio de fazer a travessia entre Cuba e Key West, nos Estados Unidos, sem a proteção de uma jaula contra tubarões.

McCardel iniciou a travessia no Clube Náutico Internacional Ernest Hemingway, situado a oeste da capital cubana, usando apenas maiô, óculos, touca e um creme para proteger a pele em um percurso no qual poderia estar exposta a águas-vivas, fortes correntes ou à eventual presença de algum tubarão.

A australiana de 29 anos tentará superar o recorde de sua compatriota Susan Maroney, que em maio de 1997 nadou quase os 190 quilômetros que separam as costas de Cuba e Estados Unidos através do Estreito da Flórida, mas teve a ajuda uma jaula contra possíveis ataques de tubarões.

Seu objetivo é, além de conseguir o recorde da distância, fazer uma demonstração de amizade entre Cuba e Estados Unidos e buscar apoio para sua fundação de luta contra o câncer.

McCardel afirmou ontem em entrevista coletiva em Havana que treinou durante seis meses em Melbourne para este desafio, e dedicou parte desse tempo a analisar “as razões” e os “erros” que não permitiram a outras nadadoras conseguir a mesma meta.

Suas conquistas anteriores incluem o primeiro lugar na maratona de 46 quilômetros de Manhatan em 2010, e tanto em 2011 e 2012 conquistou a Copa Sotiraki, da Channel Swimming Association, dada à mulher que cruzou mais rápido o Canal da Mancha.

Se completar a travessia Havana-Key West, McCardel estabelecerá uma nova marca mundial na categoria de longa distância sem ajuda nem paradas, e passará à frente da britânica-australiana Penny Palfrey, que nadou 108 quilômetros nessa mesma rota em 2011.

A equipe de apoio da australiana é composta por quase 20 pessoas, incluindo médicos, treinadores e especialistas, que a acompanharão em várias embarcações.

Para se alimentar, ela vai ingerir uma bebida que possui vitaminas e minerais entre seus ingredientes.

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