Você já se perguntou, pelo menos uma vez, o porquê determinado atleta usa um único número em toda sua carreira? Se sim, saiba que não está sozinho nessa. A curiosidade é, sem dúvidas, um dos sentimentos que mais ronda o torcedor. Por isso, o Virgula Esporte vai explicar os motivos que levam determinados craques a escolherem um numeração específica e única.

A numerologia do esporte muitas vezes acontece por superstição ou mera identificação com o número. Em outros casos, no entanto, a escolha passa por homenagens e até mesmo campanhas publicitárias.

01 – Rogério Ceni

Teoricamente, todo goleiro titular usa a camisa de número um. Exceções feitas aos franceses, que têm uma adoração pelo 16 e outros casos esporádicos, que também incluem brasileiros, os goleiros tem por instinto usar o primeiro número do time. Com Rogério Ceni, ídolo do São Paulo, não foi diferente.

Após anos usando apenas o 1, o goleiro artilheiro, por uma iniciativa de um dos patrocinadores do São Paulo, incluiu o zero na frente, passando a adotar o 01. A iniciativa lança em 2006 deu certo, fez sucesso e desde então Rogério usa a numeração, que é o 10 ao contrário.

8 – Sócrates

Um dos maiores jogadores da história do Corinthians, o Doutor Sócrates sempre teve um apresso especial pelo número oito. Revelado pelo Botafogo de Ribeirão Preto, o ex-jogador carregou a numeração nas costas durante toda sua carreira. Corinthians, Fiorentina, Flamengo, Santos e Seleção Brasileira foram os times que Magrão levou o oito contigo.

Mais pela posição em campo do que por uma superstição, Sócrates só trocou o número 8 em uma ocasião: na Copa do Mundo de 1986. No Mundial disputado no México e vencido pela Argentina, o doutor ficou com a 18.

9 – Ronaldo

Tratado como um dos maiores camisas nove de todos os tempos no futebol, Ronaldo Fenômeno tem uma relação intensa com o número nove. Aposentado e dono da empresa 9ine, que carrega a numeração simbólica no nome, o ex-jogador fez história com o número ao defender as camisas de Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter de Milão, Corinthians e Seleção Brasileira.

Os únicos times que o craque não usou o nove em todos os jogos foram: Real Madrid (onde teve que usar o 11 no início) e Milan, quando escolheu o 99.

10 – Pelé

Maior nome da história do futebol mundial, Pelé vestiu a camisa 10 da Seleção Brasileira aos 17 anos de idade e ajudou o país a vencer sua primeira Copa do Mundo, em 1958, na Suécia. A história do Rei com a numeração é tão grande e simbólica que, depois de Pelé, o número 10 passou a ser vestido pelo melhor jogador do time, tanto no Brasil quanto no exterior.

O mais curioso da relação entre Pelé e o 10 é que na estreia pela seleção ele jogou com a 9. O dez só foi adotado durante o mundial de 58, cuja distribuição da numeração se deu de forma aleatória por um membro da Fifa. Sorte de Pelé, não?

Além de usar a 10 da seleção, no Santos e no New York Cosmos, dos Estados Unidos, onde a numeração foi aposentada em homenagem ao Rei, Pelé também já vestiu a camisa 1. O craque atuou como goleiro por quatro vezes, todas pelo Santos, jogando 54 minutos no total e não levando nenhum gol.

11 – Romário

Destaque da seleção na conquista do tetra em 94, o baixinho Romário tem um caso de amor com a camisa 11. O ex-jogador fez sucesso por conta passou com essa numeração, que não é tão típica para um centroavante e sua história fez com que Vasco e América, ambos do Rio de Janeiro, aposentassem a numeração por conta do craque.

12 – Marcos

Titular do penta com a seleção em 2002 vestindo a camisa um, o goleiro Marcos tem um gosto especial pelo número 12. Aposentado, o ex-arqueiro do Palmeiras disse que optou pela numeração por conta da grande tradição do clube paulista em formar grandes jogadores na posição. O que ele não sabia é que faria história com a numeração escolhida para desviar o foco.

Depois de Marcos, outros goleiros adotaram a estratégia e fizeram sucesso em seus clubes, como Cássio, do Corinthians, Julio Cesar, do Benfica, e Diego Cavallieri, do Fluminense.

13 – Zagallo e Wilt Chamberlain

Um é o único ex-jogador que levantou em quatro oportunidades o título da Copa do Mundo, enquanto que o outro é o maior reboteiro da história da NBA. Zagallo e Wilt Chamberlain carregam em suas gigantescas carreiras como esportistas uma grande coincidência: a idolatria pelo número 13.

Tetracampeão do mundo, Zagallo foi ídolo por onde passou e após deixar os gramados seguiu com a mística do número 13. Já Chamberlain, que em 1962 marcou 100 pontos em apenas um jogo, conseguiu a façanha de aposentar o número 13 por três franquias diferentes: Golden State Warriors, Philadelfia 76ers e Los Angeles Lakers.

É disparado o maior reboteiro da história. Em 1962, marcou 100 pontos em uma única partida, contra o New York Knicks. Quando o assunto é imortalização, o pivô é dono de mais um recorde: seu número 13 foi aposentado por três times diferentes, o Golden State Warriors, o Philadelfia 76ers e o Los Angeles Lakers.

14 – Cruyff

Principal nome do futebol holandês na história, Cruyff imortalizou a camisa 14. Destaque do Ajax nos anos 70, o jogador sempre usava o número 9. Antes de um jogo contra o rival PSV, no entanto, tudo mudou. Seu companheiro de equipe Gerrie Muhren não encontrava sua camisa de número 7, que acabou perdida na lavanderia do clube. Com isso, Cruyff cedeu a 9 e assumiu de vez a 14, que futuramente brilharia na seleção de seu país.

18 – Peyton Manning

Famoso quarterback da NFL, Peyton Manning tem um gosto especial pelo número 18. Destaque do Indianapolis Colts por 14 anos, o veterano atleta fez com que o Denver Broncos, sua atual equipe, ‘desaposentasse’ a numeração para que ele a utilizasse por mera superstição.

A franquia de Denver não usava o 18 por conta de uma homenagem a Frank Tripucka, o primeiro quarterback na história da equipe. Manning, com seu talento, representou (e ainda representa) muito bem seu novo uniforme.

19 – Felipe Massa

Poucos sabem, mas o piloto brasileiro é um grande fã do número 19. Campeão da Euro Formula 3000 em 2001 usando um carro com essa numeração, Massa resgatou o número, que também utilizava nos tempos de kart, para estampar sua nova Williams.

20 – Marcos Assunção

Amanta do número 20 desde os tempo de Bétis, da Espanha, Marcos Assunção sempre optou pelo número nos clubes em que defendeu. Palmeiras, Santos, Figuirense e Portuguesa foram as outras equipes em que o batedor de faltas optou pela escolha diferente.

23 – Michael Jordan

Quando criança, Michael Jordan tinha seu irmão Larry, que usava a camisa 45, como principal ídolo no Para não imitar o irmão e ao mesmo tempo prestar uma homenagem a ele, o maior nome da história do basquete optou por ‘repartir’ o número e usar o 23. A ideia seguiu no basquete universitário e também no profissional.

Jordan fez tanta história no basquete com essa numeração que o Chicago Bulls aposentou o 23. Em 1995, quando o craque voltou a franquia de Chicago, ele usou a 45 por uma temporada, voltando ao seu número de sorte no ano seguinte.

24 – Kobe Bryant

Ídolo do basquete americano e principalmente do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant começou sua carreira, em 1996, usando o número 8. Dez anos depois, na temporada 2006/2007, o ala passou a vestir a camisa 24.

Com três versões distintas de explicação, Kobe teria feito uma homenagem a Jordan, subindo um número. Contudo, as versões de que um amigo seu sempre usou esta numeração e que Adidas e Nike tinham brigado pelo atleta por conta do número 8 também são especuladas até os dias de hoje.

49 – Ronaldinho Gaúcho

Mesmo tendo grandes atuações ao longo de sua carreira por Grêmio, PSG, Barcelona, Milan, Flamengo e Seleção Brasileira com números distintos, sejam eles 7, 10 ou 11, Ronaldinho Gaúcho sempre teve um apresso pelo 49. Tanto que sem sua transferência para o Atlético-MG, em 2012, ele resolveu adotar o número, atualmente utilizado por ele também no Querétaro, do México.

A ideia de usar o número 49 foi para homenagear o ano de nascimento de sua mãe, dona Miguelitana. Ronaldinho é muito apegado a ela e por isso resolver, por duas vezes, prestas a homenagem.

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