O presidente da Uefa, Michel Platini, voltou nesta quinta-feira a mostrar preocupação com a situação financeira de alguns clubes europeus, classificando-a de “extremamente perigosa” e destacou que em 2010 eles acumularam perdas de mais de 1,6 bilhão de euros

“Estes números ilustram a fragilidade do sistema em si, que transformou alguns desses clubes em enormes cassinos”, considerou o dirigente, no encerramento da Conferência do Conselho da Europa de ministros de Esporte, em Belgrado.

No entanto, apesar de ter classificado a situação como “dura e inquietante”, Platini acredita que é possível encontrar uma solução. Nesse sentido, apostou pelo Fair Play Financeiro, conceito aprovado em 2009 pelo comitê executivo da Uefa que prevê que clubes que gastarem repetidamente mais do que as receitas serão proibidos de disputar torneios continentais.

“A situação tornou-se insustentável. Por isso, estamos agindo. Peço a vocês uma coisa: protejam o fair play financeiro. Peço que substituam as incertezas perigosas por soluções legais”, declarou o ex-jogador francês, fazendo um apelo.

“A tarefa é enorme”, acrescentou o presidente da Uefa diante dos responsáveis de Esporte dos Governos europeus, aos quais pediu proteção para a medida.

Nem tudo foram críticas ao sistema, e entre as boas práticas citadas sobre as seleções nacionais em seu discurso citou como exemplo a Espanha e sua Lei do Esporte 10/1990, pela qual os clubes estão obrigados a ceder seus jogadores à ‘Fúria’.

“Um Governo inscreveu em sua lei nacional o princípio da cessão obrigatória de jogadores à seleção. Trata-se do Governo espanhol, ao qual parabenizo. Isso demonstra que se pode encontrar uma solução para este problema”, afirmou.

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