O presidente da Uefa, Michel Platini, voltou a pressionar a Fifa nesta terça-feira para que a Copa do Mundo de 2022, que acontecerá no Catar, seja realizada entre novembro e dezembro, meses de outono e inverno e por isso de temperaturas mais brandas no país.

“Temos que ir para o Catar quando for bom para todos os participantes. O que é melhor para os torcedores?”, questionou o dirigente em entrevista ao jornal britânico “London Evening Standard”.

“O que aconteceu na África do Sul? Foi o inverso. Era inverno rigoroso, estava gelado e ninguém podia ir para lado algum”, completou o ex-jogador, citando como exemplo a Copa de 2010.

Platini destacou que ainda há dez anos para o Mundial do Catar, tempo que ele considera suficiente para que o calendário seja adaptado para que o evento aconteça no fim do ano.

“Em janeiro é difícil por causa dos Jogos Olímpicos de Inverno. Mas se pararmos (os torneios de clubes) entre 2 de novembro e 20 de dezembro, significa que, ao invés de terminar em maio, terminaríamos em junho, o que não é um grande problema. É pelo bem da Copa do Mundo, a competição mais importante de todas”, expôs.

O presidente da Uefa reconheceu que votou no Catar para sediar a Copa, em uma eleição na qual o país do Oriente Médio venceu os Estados Unidos, a Coreia do Sul, o Japão e a Austrália.

“Votei ao Catar porque é hora de se fazer uma Copa do Mundo nesta parte do mundo. Eles se candidataram em cinco eleições anteriores”, justificou o dirigente, que negou categoricamente ter votado sob influência do ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy.

“Meu voto foi independente, votei no que eu queria”, garantiu.

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