O sonho da Ponte Preta de conquistar o primeiro título importante de sua história logo na estreia em competições internacionais está vivo depois que a equipe paulista buscou um empate com o Lanús em 1 a 1 no jogo de ida da final da Copa Sul-Americana, disputado nesta quarta-feira (04) no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Melhor durante a maior parte da partida, a Macaca saiu em desvantagem no placar graças a uma bela cobrança falta do zagueiro Goltz. No entanto, também batendo uma infração, Fellipe Bastos obteve a igualdade. Os dois gols saíram no segundo tempo.

Como em finais de torneios sul-americanos não há o critério do gol qualificado, qualquer empate levará a decisão prorrogação e, se necessário, a pênaltis na próxima quarta-feira (11), no estádio Ciudad de Lanús – Néstor Diáz Pérez.

Assim como aconteceu na semifinal contra o São Paulo, a equipe de Campinas não pôde jogar no estádio Moisés Lucarelli, que não tem a capacidade mínima exigida pela Conmebol, que é de 40 mil torcedores, e optou pelo Pacaembu.

Depois de ter poupado o time na derrota para a Portuguesa por 2 a 0 no último domingo (01) por já estar rebaixada, a Ponte teve força máxima no Pacaembu. Única baixa na volta das semifinais, contra o São Paulo, o goleiro Roberto voltou à equipe.

Entre os visitantes, a única ausência foi o atacante Lautaro Acosta, que teve uma lesão muscular na partida de volta das semifinais contra o Libertad, em que o time argentino venceu por 2 a 1. Díaz entrou no meio-campo, e Melano foi adiantado para o ataque.

A Macaca teve o controle das ações desde o início no primeiro tempo, mas arriscava pouco e quase não finalizava. Aos oito minutos, a bola foi de pé em pé até chegar a Leonardo, que viu a passagem de Rildo, mas errou o passe.

A pressão da equipe anfitriã ficou maior a partir dos 20 minutos. A primeira boa finalização saiu dos pés de Elias, que roubou a bola no meio e tentou de longe, mas parou em Marchesín, bem colocado. Logo na sequência, aos 21, foi a vez de Fellipe Bastos fazer boa jogada e bater de fora da área. Nessa o goleiro deu rebote, mas a defesa completou o serviço.

Aos 26, um escanteio para o Lanús quase culminou com o gol da Ponte. Rildo acelerou de intermediária a intermediária no contra-ataque e rolou para César. Sem a técnica de um atacante, o zagueiro demorou para finalizar e entregou nas mãos de Marchesín.

Aos poucos, o Lanús foi melhorando a marcação, o que impedia que a equipe campineira finalizasse com perigo. Aos 34, após cobrança de falta, Uendel pegou a sobra e arriscou de muito longe, mas carimbou o defensor.

A primeira etapa foi toda da Macaca, mas a melhor chance de gol foi do Lanús, mas Santiago Silva foi traído pela própria displicência. No contragolpe, Diáz deixou a marcação para trás pela esquerda e rolou para El Tanque, que, sem goleiro, tocou com a parte externa do pé e viu a bola passar a centímetros da trave esquerda.

O segundo tempo começou mais equilibrado, principalmente devido ao maior esforço ofensivo do Lanús. Aos sete minutos, Elias partiu em velocidade pelo meio, cortou a marcação e encheu o pé. Marchesín espalmou, e Leonardo ainda pegou o rebote, mas foi flagrado impedido.

Aos 13, a Ponte foi castigada por uma falta desnecessária. De costas para o gol, Santiago Silva foi puxado por Diego Sacoman, e a arbitragem marcou a falta. Goltz cobrou com extrema categoria e acertou o ângulo direito, superando Roberto, que deu um passo pela esquerda.

Depois de sair em desvantagem, a Macaca se lançou com tudo para frente, mas escapou por pouco de sofrer o segundo aos 17. Velázquez bateu uma infração pela ponta esquerda, Goltz se antecipou e cabeceou no mesmo ângulo direito acertado momentos antes. Desta vez, Roberto saltou e espalmou para fora.

Apesar do ímpeto inicial, a equipe mandante claramente sentiu o gol sofrido. Uma nova oportunidade para empatar foi criada apenas aos 26 minutos, quando Leonardo limpou a marcação pela esquerda e bateu colocado. Marchesín segurou mais uma.

Quatro minutos depois, Chiquinho, que entrara segundos antes, aproveitou o escanteio ensaiado, dominou na área pela esquerda e chutou forte, tirando tinta do travessão.

Mesmo sem muita organização, a Ponte buscou o empate na mesma moeda do adversário, com um gol de falta, aos 34. Chiquinho foi derrubado perto da área, e o árbitro não marcaria a infração, mas foi convencido pelo auxiliar. Fellipe Bastos cobrou no canto direito, e Marchesín desta vez nem saltou.

O volante quase virou o placar em mais uma falta, aos 40 minutos, mas desta vez não conseguiu por centímetros. O endereço era o ângulo direito, mas Marchesín raspou com os dedos, e a bola bateu no travessão. Leonardo ainda teve o rebote, mas não aproveitou.

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