Uma informação muito preocupante foi revelada através de um relatório assinado pelo comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) e enviado ao Ministério Público e ao comandante-geral do Rio de Janeiro sobre a segurança no Estádio do Maracanã em três jogos da Copa do Mundo disputados no local. De acordo com documentos revelados pelo jornal carioca Extra, o tenente coronel João Fiorentini Guimarães, responsável pelo policiamento da área externa do estádio em dias de jogos, admite que PMs de folga conseguiram entrar no estádio armados.

“As revistas apresentaram diversas falhas permitindo que garrafas, latas, líquidos diversos e pessoas armadas entrassem no estádio sem terem suas identidades e o competente porte de arma verificado. Tal fato foi constatado em razão de PMs do Gepe terem sido abordados por policiais de folga, já no interior do estádio, que solicitavam informações sobre possível acautelamento de armas, pois estavam armados e não foram abordados pela iniciativa privada”, alega o oficial, no relatório elaborado após o jogo entre Argentina e Bósnia, no último dia 15. Ele ainda afirma que “os detectores de metal do estádio não estavam funcionando e não existia revista pessoal”, revela (veja o documento abaixo).

Lembrando que o controle de entrada ao Maracanã em dias de Copa do Mundo é feito por funcionários da empresa Sunset, que presta o serviço de segurança dentro do estádio para a Fifa. A entrada da Polícia Militar no local só é permitida se, por algum motivo grave, a Fifa venha a solicitar. Caso contrário, não é permitido.

Argentina e Bósnia, Espanha e Chile e Colômbia e Uruguai, no último sábado, foram as partidas em que as entradas das pessoas armadas foram detectadas. Na ocasião, o oficial escreveu que “foi constatada nova falha nos detectores de metal do estádio, permitindo que pessoas armadas passassem pelas revistas do estádio”.

Ele ainda criticou, no relatório do jogo do último sábado, o número de seguranças privados destacados para fazer a segurança dentro do estádio: “o número de stewards foi insuficiente para impedir os diversos conflitos ocorridos no estádio”.

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