A Empresa Olímpica Municipal informou nesta quinta-feira (27) que a Prefeitura do Rio de Janeiro já iniciou a construção do polêmico velódromo que será usado nos Jogos Olímpicos de 2016.

As obras começaram no dia 20 de fevereiro sob responsabilidade da empresa Tecnosolo Serviços de Engenharia S.A., vencedora da licitação realizada pela Prefeitura.

A construção do novo velódromo gerou uma intensa polêmica devido ao fato que a Prefeitura do Rio já tinha construído uma moderna instalação para os Jogos Pan-Americanos de 2007 que já atendia às exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O equipamento, considerado na época como o melhor da América do Sul e o primeiro no Brasil de nível internacional, foi descartado pelo COI por não contar com capacidade suficiente e por possuir colunas de sustentação que dificultavam a visão de parte do público.

A Prefeitura alegou que a reforma para adequar as instalações às exigências olímpicas teria um custo maior que a construção de um novo velódromo e optou por demolir o primeiro, cuja pista e equipamentos de competição foram transferidos para Pinhais, no Paraná.

A Tecnosolo adquiriu os direitos para construir e operar o velódromo por dois anos após exigir R$ 118,9 milhões pelo contrato, abaixo do teto máximo de R$ 136,9 milhões oferecido pelo governo.

O valor não inclui a instalação da pista de madeira, que será responsabilidade do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos 2016.

A empresa é a mesma que construiu a Arena Multiuso dos Jogos Pan-Americanos e se comprometeu a entregar as obras no segundo semestre de 2015.

O novo velódromo será erguido em um terreno de propriedade da Prefeitura na Barra de Tijuca, onde está concentrada a maioria das instalações olímpicas, mas sua construção será financiada pelo Governo Federal.

A instalação, com uma pista que permitirá aos ciclistas alcançar velocidades de até 85 km/h, fará parte do Parque Olímpico junto com outras também em construção como o Centro de Tênis, o Centro Aquático e a Arena de Handebol.

O velódromo terá capacidade permanente para 5 mil pessoas e uma área disponível para arquibancadas provisórias que podem aumentar a capacidade em 800 lugares.

Após os Jogos Olímpicos de 2016, a instalação fará parte do Centro Olímpico de Treino (COT), uma série de estruturas destinadas aos atletas brasileiros de alto rendimento.

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