Os governos federal, estadual e municipal, responsáveis pela organização dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, investirão R$ 24 bilhões, sendo 43% provenientes da inciativa privada e 57% dos cofres públicos, obras de mobilidade urbana e em projetos de sustentabilidade na cidade.

Os valores fazem parte do Plano de Políticas Públicas, que foi apresentado na noite da última quarta-feira (16) e que tem como objetivo criar um legado para o Rio de Janeiro, após o término da competição.

Entre os projetos apresentados para a melhoria da mobilidade urbana, os principais são a construção da Linha 4 do metrô, que ligará a zona sul a Barra da Tijuca, os BRTs (sistemas de corredores exclusivos para ônibus) e a reforma na zona portuária da cidade, que receberá o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Com relação as melhorias em meio ambiente, município e estado do Rio de Janeiro se comprometeram a trabalhar juntos na limpeza da Baía de Guanabara, onde serão disputadas as competições de vela, assim como sanear áreas afetadas pela poluição na região.

Segundo o prefeito Eduardo Paes, os Jogos Olímpicos são uma oportunidade de “resolver alguns problemas que o Rio de Janeiro tem faz 450 anos”, como as constantes inundações na Praça da Bandeira, na Tijuca, zona norte da cidade. A promessa é solucionar o problema com a melhora no sistema de águas e esgoto.

Paes ainda lembrou um encontro com o ex-prefeito de Barcelona Pasqual Maragall, que foi vereador da cidade espanhola na época dos Jogos Olímpicos realizados em 1992, e quem, segundo disse, explicou que “os Jogos devem servir a cidade”, e não o contrário.

O prefeito carioca destacou que mais de 70% dos recursos públicos investidos estão destinados ao legado para o Rio de Janeiro. Além disso, de acordo com Paes, foi coletado um grande financiamento das instituições privadas, o que não afeta os cofres públicos.

Sobre a greve dos operários que trabalham na construção do Parque Olímpico, o prefeito garantiu que é um problema entre empregador e empregado, que não deve causar atraso na entrega das obras. Ele ainda admitiu que há uma preocupação com outras instalações, mas que o prazo ainda é suficiente para resolver tudo a tempo dos Jogos.

Já o governador Luiz Fernando Pezão preferiu destacar a importância do programa de pacificação das favelas, não só para garantir a segurança durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, mas o cotidiano do Rio de Janeiro.

“Continuaremos fazendo as ocupações necessárias nas favelas controladas por traficantes e instalando as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). Temos um programa e vamos continuar seu desenvolvimento”, concluiu.

Rio receberá R$ 24 bi em obras voltadas para realização dos Jogos Olímpicos

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