A ex-estrela da NBA Dennis Rodman partiu nesta segunda-feira (06) do aeroporto de Pequim rumo à Coreia do Norte, acompanhado de outros ex-jogadores de basquete como Vin Baker e Cliff Robinson, junto aos quais disputará uma partida de exibição contra um combinado local para comemorar o aniversário do líder Kim Jong-un.

Rodman, que atraiu toda a atenção em sua chegada ao aeroporto da capital chinesa, manifestou seu apreço pelo líder norte-coreano perante os jornalistas momentos antes de partir rumo a Pyongyang, segundo a imprensa estatal.

“É meu amigo… o quero bem”, disse Rodman, usando um lenço e seus tradicionais óculos de sol.

O ex-jogador de basquete, fortemente criticado em seu país por sua relação com o regime norte-coreano, disse confiar que a partida que será disputada para comemorar o aniversário de Kim Jong-un abra a porta para um diálogo “sobre certos temas”.

“Mas não vou me sentar aí e dizer: ‘Ei, você está fazendo o mal. Não é a maneira de fazer as coisas”, explicou Rodman, que fará a quarta visita ao hermético país.

A última vez que o ex-jogador viajou para Coreia do Norte foi há menos de um mês, quando dedicou cinco dias à preparação da partida de veteranos que será realizada no dia 8 entre esportistas aposentados da NBA e a seleção de basquete norte-coreana, que foi treinada pelo próprio Rodman.

O craque, que procura conseguir um maior entendimento com a Coreia do Norte através da “diplomacia do basquete”, ganhou a amizade do líder norte-coreano, que é fã dos Chicago Bulls, em fevereiro, quando viajou para Coreia do Norte para rodar um documentário.

Rodman foi até agora um dos poucos estrangeiros que mantiveram contato pessoal com Kim Jong-un desde que há dois anos tomou as rédeas do Estado totalitário.

Isso provocou todos os tipos de críticas nos EUA. A Coreia do Norte mantém retido desde 2012 Kenneth Bae, um cidadão americano acusado de realizar no país atividades ilegais como missionário cristão.

O aniversário que será realizado nesta quarta-feira ocorrerá menos de um mês após conhecer a última decisão do ditador para validar seu regime: a execução de Jang Song-thaek, tio do líder e ex-número dois na escala de poder.

Um fato que, segundo assinalou hoje a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, evidencia que o norte “é mais imprevisível do que nunca”.

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