O Bayern de Munique voltou nesta quarta-feira (01) a atropelar o Barcelona pelas semifinais da Liga dos Campeões, vencendo por 3 a 0 o jogo de volta, no estádio Camp Nou, na Espanha, e vai disputar sua terceira final do torneio continental nos últimos quatro anos.

Com gols de Robben, Piqué (contra) e Thomas Müller no segundo tempo, o time alemão conseguiu novamente o que parecia impossível para várias personalidades do futebol, especialistas de plantão e até seus mais fanáticos torcedores: não só vencer, como dominar completamente o Barcelona.

Se for levado em conta o placar do duelo de ida, em Munique – 4 a 0 -, esse domínio se torna ainda mais impressionante. Afinal, quem era capaz de prever que a equipe catalã levaria sete gols em dois jogos contra o mesmo rival e não marcaria nenhum?

Assim, dando show, o tetracampeão europeu confirmou a classificação para a primeira final entre duas equipes da Alemanha na história da Champions. No próximo dia 25, é esperada uma autêntica invasão de torcedores do país a Londres, mais precisamente ao estádio de Wembley, onde vai acontecer a decisão entre Bayern e Borussia Dortmund – algoz do Real Madrid na outra semifinal.

Considerado o único capaz de liderar uma inédita reversão de uma diferença de quatro gols em uma partida eliminatória de Liga dos Campeões, Lionel Messi assistiu hoje do banco de reservas a eliminação do Barcelona.

Com problemas físicos há mais de um mês, Messi não pôde ser decisivo como, por exemplo, nas quartas de final, contra o Paris Saint-Germain. Na ocasião, o astro argentino entrou em campo no segundo tempo e criou a jogada do gol da classificação no empate em 1 a 1.

Com isso, a equipe visitante nem se ressentiu hoje da ausência do zagueiro Dante, que anulou o melhor do mundo na goleada na Alemanha e desta vez ficou no banco por estar gripado.

Sem seu craque, o Barça foi presa fácil e perdeu em casa pela primeira vez na Champions desde 2009. Nesse ano, caiu diante do Rubin Kazan ainda na fase de grupos.

Além de Messi, Tito Vilanova não pôde contar com o zagueiro Carles Puyol e o volante Sergio Busquets, também machucados, e o lateral Jordi Alba, suspenso. Marc Bartra e Alex Song ganharam as posições. No Bayern, além da surpreendente ausência de Dante, o também zagueiro Holger Badstiber e o meia Toni Kroos sequer viajaram para Barcelona por estarem contundidos.

Se alguém esperava a equipe visitante postada na defesa esperando o adversário, se enganou. O time bávaro se lançou ao ataque no começo e teve a primeira grande chance de gol da partida, aos 12 minutos. Robben arrancou do campo de defesa e arrancou com liberdade, mas demorou a definir e perdeu para Piqué.

Um minuto depois, veio a resposta dos donos da casa. Daniel Alves acelerou pela direita, entrou na área e tocou para o meio buscando Fàbregas, mas Lahm ficou com a bola e saiu jogando.

Aos 18, um lance polêmico. Robben fez mais uma jogada pela direita e serviu Schweinsteiger, que tocou de calcanhar para Lahm. O lateral armou o chute e foi derrubado, mas a arbitragem deixou o lance seguir.

Sem muitas oportunidades para receber a bola dentro da área, Pedro procurou jogo fora dela e acertou um belo chute de longe, com efeito, aos 23. Neuer teve trabalho, mas espalmou para escanteio. Logo na sequência, aos 26, Daniel Alves levantou da direita, Fàbregas ajeitou de peito e, na linha da pequena área, Xavi arrematou por cima.

O Bayern fazia o que poucos times conseguem fazer com qualidade, marcar a saída de bola do Barça, impedindo que o adversário chegasse com força no setor ofensivo. De quebra, ainda armava alguns contragolpes, como aos 36 minutos, quando Robben avançou pela direita no três contra três, mas não tocou e ainda demorou a chutar, acertando a marcação.

Num dos poucos momentos em que a equipe alemã deu espaço para os donos da casa, aos 40, Adriano foi levando da esquerda para o meio e, quase da meia lua, bateu rasteiro, mas sem muita força. Neuer caiu e segurou.

Jogador mais efetivo do Bayern na primeira etapa, Robben enfim acertou seu lance característico no começo da segunda. Logo aos três minutos, ele partiu para cima de Adriano, deu um corte para o meio e acertou uma belo chute no canto direito alto, fazendo 1 a 0.

Eram necessários, então, seis gols para que o Barcelona se classificasse, mas quem continuava criando era o time alemão. Aos nove minutos, em novo contra-ataque, Ribéry tocou da esquerda para área até Robben, que desviou mal e mandou à esquerda do alvo.

Por incrível que poderia parecer há pouco tempo, a equipe catalã não teve forças para reagir para ao mesmo buscar uma honrosa virada. O ritmo da partida caiu sensivelmente, para alegria da torcida alemã, que não tomou conhecimento do adversário e, a partir dos 15 minutos, gritava “olé” em pleno Camp Nou.

Se o Barça não era capaz de animar o jogo, o Bayern tratou de fazer isso. Aos 27, Ribéry desceu mais uma vez pela ponta esquerda e cruzou. Num lance que retrata bem a noite para a equipe catalã se esquecer, Piqué tentou o corte e fez contra.

A festa alemã não acabou por aí. Três minutos depois, Ribéry passou por Song, foi ao fundo pela esquerda e levantou. Maior que os adversários, Müller ganhou pelo alto e marcou o terceiro de cabeça.

Se algum time esteve perto de balançar a rede depois disso, foi o visitante. Na melhor oportunidade de gol antes do apito final, aos 42, Rafinha foi acionado por Robben na ponta direita e bateu para fora.

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