Adversário do Brasil na segunda rodada do grupo A da Copa do Mundo deste ano, em Fortaleza, o México precisa pelo menos de um empate com os donos da casa para pensar em se classificar para as oitavas de final, ao menos na opinião do técnico da seleção da América do Norte, Miguel Herrera.

“O Brasil é o favorito pela história e por ter bons jogadores, mas temos que pensar em vencer na estreia e tirar pontos deles na segunda rodada para almejarmos a classificação”, disse Herrera em entrevista na noite da última quarta-feira (26).

No entanto, na opinião do treinador, o jogo mais importante da fase de grupos será a estreia contra Camarões, em 13 de junho, na Arena das Dunas, em Natal.

“É o mais importante em nossa cabeça porque é o primeiro e temos que vencer. Uma vitória representaria um passo importante na luta pela classificação. Temos consciência da importância de um bom resultado para nos mantermos sólidos”, justificou.

Herrera assumiu a seleção de seu país antes da repescagem das Eliminatórias para a Copa, contra a Nova Zelândia. Como o tempo de trabalho não é grande, ele admitiu que vem pedindo informações de seus antecessores Ricardo La Volpe e Enrique Meza e que ainda precisa conversar com Manuel Lapuente. Segundo o técnico, a missão mais difícil será definir os 23 convocados para o Mundial.

“Chegar à seleção é a maior conquista da minha carreira como técnico e o tenho que desfrutar. O mais difícil será dar essa famosa lista de 23 porque sempre haverá uma sensação de estar sendo injusto”, considerou Herrera, ex-lateral, excluído na última hora da relação para Copa de 1994.

Sobre os rumores de supostas saídas noturnas de atletas mexicanos durante a Copa das Confederações, no ano passado, o treinador garantiu que confia que seus atletas sabem a importância de um Mundial.

“Sempre digo a eles: ‘vamos sacrificar um mês e meio de nossas vidas para poder obter a glória. Não sejamos tolos, não deixemos por uma bobagem, por uma distração, passar o momento de entrar para a história'”, relatou. 

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