Nesta quinta-feira (28), a Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) divulgou um comunicado no qual encoraja que os juízes de jogos europeus parem jogos em que aconteçam casos de racismo, entre outras recomendações. A reunião foi realizada nessa quarta-feira (27), em Sófia, na Bulgária.

Além disso, pede que órgãos disciplinares dos países apliquem sanções severas quando a discriminação racial for comprovada. Outra coisa é pedir para que jogadores, treinadores ou pessoas ligadas aos clubes e que sejam mais influentes falem publicamente quando de questões ligadas ao assunto “mesmo que isso possa significar críticas aos próprios adeptos ou jogadores”.

A Uefa tem passado por momentos turbulentos quando o assunto é racismo. Jogadores de destaque no grande cenário, como Boateng e Balotelli, do Milan, já foram alvo de preconceito. O primeiro, virou porta-voz da Fifa do assunto, após ter se retirado do campo quando ouviu cânticos racistas direcionados a ele em janeiro passado.

Veja abaixo todos os tópicos divulgados pela entidade:

• Anota que as atuais medidas de educação/prevenção, bem como o atual quadro disciplinar, melhorou a situação em relação ao passado, mas continuam a faltar medidas preventivas contras os incidentes recorrentes de racismo

• Reconhece que muitos países tomaram medidas significativas e bem-sucedidas, mas que tais incidentes ainda estão espalhados pelo nosso continente

• Exorta a Uefa, as federações nacionais e as Ligas a legislar no sentido de criar sanções mais severas relativas ao racismo

• Exorta os órgãos disciplinares a aplicar sanções mais severas em casos de comprovado racismo e a procurar formas de obrigar os sancionados a tomarem futuras medidas de prevenção

• Reitera a recomendação para que os organizadores desportivos na Europa apliquem as orientações emitidas pela UEFA sobre como lidar com agentes racistas durante os jogos

• Apoia e recomenda firmemente os árbitros a parar os jogos em casos de racismo e convida as federações e Ligas nacionais a fazer o mesmo

• Exorta as federações nacionais, Ligas, clubes e sindicatos dos jogadores a rever e a melhorar as suas medidas para a educação em matéria de racismo

• Compromete-se a continuar a apoiar e a fortalecer iniciativas de antirracismo quer a nível europeu quer a nível nacional

• Exorta os jogadores e treinadores – nomeadamente aqueles com maior influência sobre os autores de atos racistas – a falar, mesmo que isso possa significar críticas aos próprios adeptos ou jogadores

• Exorta as autoridades locais (governos, agências de aplicação da lei, etc.) a desempenhar o seu papel: fornecendo às entidades gestoras do futebol os meios legais necessários, agindo e estimulando a prisão dos infratores, processar e banir dos estádios por períodos significativos os responsáveis por atos racistas; permissão para a troca de informações sobre as atividades racistas entre Estados e organismos do futebol

• Finalmente, o PFSC reconhece que o racismo é uma forma de discriminação, mas que, infelizmente existem outras formas de discriminação que também se manifestam de vez em quando no futebol. É manifesta a sua oposição total e incondicional a qualquer forma de discriminação

 

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