Se falarmos o nome Ian Curtis, com certeza, muita gente não saberá de quem se trata (ao menos que você for um aficionado em música), afinal, sua banda, o Joy Division (junto com Peter Hook, Bernard Sumner, Stephen Morris), durou menos de quatro anos e ele viveu até os 23, mas tempo suficiente para influenciar bandas do porte do U2, Radiohead, Nirvana e até mais atuais como Interpol, Franz Ferdinand e Bloc Party. Projetos muitos díspares como Nine Inch Nails ou a música eletrônica de Moby igualmente devem a estes quatro jovens de Manchester que deram o pontapé inicial do que as pessoas conheceriam como pós-punk. Mas quem é este ilustre desconhecido para a grande massa que influenciou muito do rock (e não só ele) feito depois de sua breve passagem pela Terra?

Ian Curtis nasceu no dia 15 de julho de 1956, nesta terça-feira (15), faria 58 anos.  Mas ele levou o lema “live fast, die young (viva rápido, morra jovem)” ao pé da letra e resolveu aliviar suas angústias, sofrimentos e oscilações emocionais com um suicídio no dia 18 de maio de 1980.

Ele estava começando a obter alguma fama com a faixa Love Will Tear Us Apart (O Amor Irá Nos Separar), do segundo álbum da banda, Closer. Entretanto, ele nem teve tempo de dançar a música no radio (“dance, dance, dance to the radio”, já dizia uma de suas letras). No meio de tantas atribulações, ele pegou o fio do varal e se matou em sua cozinha, escutando The Idiot, do Iggy Pop. Ele perdeu o controle. Morria um jovem, nascia uma lenda.

A lenda (verdadeira) diz que foi no show dos Sex Pistols, em Manchester, em 1976, que ele teve uma epifania e descobriu que queria ter uma banda. Aliás, os futuros integrantes de bandas como The Smiths, The Fall, The Buzzcocks também estavam na plateia.

Outra lenda (verdadeira) foi que sua dança no palco se assemelhava a um ataque epilético, muitas vezes acaba se tornando realidade. Em um show, conta o baixista Peter Hook, um dos integrantes do Joy Division, que Ian teve convulsões no meio de uma dança e foi para no hospital.

Por fim, mais uma lenda (verdadeira), sua “last tramission” foi a lápide de sua sepultura com a inscrição “love will tear us apart” (uma menção ao romance atribulado com sua mulher Deborah Wooduff Curtis ou com alguma de suas amantes, isto ninguém irá saber). A lápide foi roubada, tamanha a adoração que ele suscitou nos que puderam conhecer sua música, sua vida e tudo que ele influenciou.

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