O ator e cineasta Robert de Niro defendeu neste domingo a piada que fez durante a cerimônia do Globo de Ouro na qual fez referência a que alguns membros da imprensa estrangeira tinham sido deportados como “a maioria dos garçons”.

“Minha intenção era fazer uma brincadeira e acho que chega ao extremo do ridículo quando as pessoas se ofendem por isto e por aquilo”, disse em uma entrevista a Univisión.

O artista, que falou com o programa sobre seu mais recente filme, Freelances, considerou que “podem opinar mas já basta, quando se faz uma brincadeira é uma brincadeira e o povo deve vê-lo como isso”.

“Minha intenção não era ofender ninguém”, acrescentou o ator, que foi homenageado pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood com o prêmio Cecil B. DeMille por sua contribuição à indústria do espetáculo na cerimônia do Globo de Ouro em janeiro deste ano.

Em seu discurso de aceitação o ator lamentou que “mais membros da imprensa estrangeira não estejam conosco nesta noite, mas muitos deles foram deportados antes da cerimônia, junto com a maioria dos garçons e Javier Bardem“.

De Niro fazia assim alusão à ausência do ator espanhol na gala e à polêmica política migratória do país, que se transformou em um tema espinhoso para o Governo do presidente Barack Obama, mas sua piada não foi bem recebida por alguns grupos de imigrantes que acharam a situação depreciativa e de mal gosto.

No ano passado, o Governo de Obama gastou cerca de US$ 5 bilhões para deportar cerca de 393 mil imigrantes ilegais, segundo dados do Departamento de Segurança Nacional, acima das deportações realizadas no ano fiscal 2009

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