Depois de muita polêmica em torno do aplicativo Tubby, uma notícia na noite desta quinta-feira (05) pegou todo mundo de surpresa. O app, que prometia ser uma versão masculina mais pesada do Lulu, seria uma trollagem.

Um link disponibilizado na página do Facebook do Tubby te levava para um vídeo no YouTube, que explicava toda a história. O Tubby seria uma forma de fazer uma crítica ao Lulu.

No vídeo, o sócio-investidor do negócio, Pyong Lee, o ator do canal Cubox, fala sobre o aplicativo em coreano, com uma legenda explicando como o lançamento ia ser adiado por causa da Justiça brasileira. Mas ao colocar a opção de legenda do YouTube em coreano, aparece uma mensagem dizendo que era trollagem e criticando as pessoas que acreditaram. Assista abaixo:

Versão do aplicativo Lulu para homens, Tubby é falso. Veja o vídeo

Algumas outras pistas indicam que o Tubby é apenas mais uma trollagem da internet, incluindo postagens no perfil do Twitter do site Não Salvo, como: “Era impossível programar algo tao rapido, nda mais que uma brincadeira, e pra quem ativar as legendas em coreano no comunicado oficial”.

Justiça

O juiz Rinaldo Kennedy Silva, da 15ª Vara de Crimes contra a Mulher de Belo Horizonte, concedeu uma liminar que mandava bloquear o acesso e a instalação do app.

A ordem prevê pena diária de R$10 mil caso a decisão seja descumprida. O juiz entendeu que o aplicativo, que avalia as mulheres de acordo com seu “desempenho sexual”, submete as mulheres a uma forma de violência psicológica capaz de ser divulgada e potencializada em segundos.

O pedido teve como fundamento a Lei Maria da Penha, visando a proteção dos direitos difusos das mulheres.

Bate papo exclusivo

Na quarta-feira (04), o Virgula Lifestyle bateu um papo exclusivo com os criadores do app, Guilherme Salles e Rafael Fideli. Ambos afirmaram que a intenção do aplicativo é ajudar os homens, mas as mulheres não deveriam ter medo: “Quem não deve, não teme”, afirmou Rafael.

“A gente já conhecia o aplicativo Lulu porque faz um tempo que ele existe nos EUA. Aí uma noite eu pensei em criar a versão masculina e liguei para o Rafael. Ele curtiu a ideia e começamos a desenvolver o app. É para ser uma descontração, os homens falam sobre essas coisas na mesa do bar. O que estamos fazendo é apenas passar isso para a internet.”

Quando questionados se tinham medo de serem processados, assim como o Lulu, eles foram incisivos. “Nós estamos preparados e já contratamos um advogado. Mas não vemos o porquê de sermos processados por isso”, concluiu Guilherme.

 

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