Após ter confirmado sua colaboração com as autoridades dos Estados Unidos, a gigante informática Apple esclareceu nesta segunda-feira que essa prática se resume a algumas solicitações específicas, ressaltando que não concede ao governo o “acesso direto” aos dados de seus clientes.

Em um comunicado divulgado hoje, a companhia reafirmou que sequer tinha conhecimento da existência do programa de espionagem “PRISM”, revelado pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden aos jornais “The Guardian” e “The Washington Post”, denuncia que levantou uma grande polêmica em torno das liberdades individuais.

A Apple assinalou que, entre os dias 1º de dezembro de 2012 e 31 de maio de 2013, recebeu entre 4 mil e 5 mil solicitações oficiais das autoridades americanas, as quais se referiam a até 10 mil “contas ou aparatos”.

De acordo com a companhia americana, “o tipo de solicitação mais frequente provem das autoridades locais, que geralmente investigam assaltos e outros crimes. As solicitações também se referem à busca por menores desaparecidos, doentes de Alzheimer e, inclusive, para evitar um suicídio.”

Neste aspecto, a Apple ressaltou que avalia cada solicitação e, em caso de admití-la, “recolhe e entrega o conjunto de dados de um modo mais limitado possível”. Segundo a gigante informática, algumas solicitações chegam a ser rejeitas.

“Continuaremos nos empenhando para manter um bom equilíbrio entre o cumprimento de nossas obrigações legais e a proteção da intimidade de nossos clientes, como eles esperam e merecem”, concluiu a Apple no comunicado.

De acordo com as denúncias apresentadas pelos jornais “The Guardian” e “The Washington Post”, a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) e o FBI, dentro do programa “PRISM”, recebem dados diretos de servidores de nove grandes empresas cibernéticas: Microsoft, Yahoo!, Google, Facebook, PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple. 

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