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Frans Folkvord desenvolveu um estudo na Universidade de Radboud em que relaciona o consumo de doces por crianças com games que envolvem comida em suas histórias.

O pesquisador aponta que, embora a propaganda de alimentos seja mais regulamentada na televisão, este tipo de informação consegue chegar no receptor de forma mais mascarada, principalmente com crianças. “Na TV, os anúncios passam sempre, mas com intervalos. Já o jogo, pode ser jogado de forma contínua”, diz matéria publicada no site Geek.

Folkvord fez uma das etapas da sua pesquisa com 1000 crianças que jogaram um determinado game. Apenas 6% delas reconheceram algum tipo de propaganda no jogo. Seu estudo apontou que quando este anúncio é de algum alimento, 55% destas crianças consumiu algum doce ao parar de jogar. E não importa o tipo de comida que é exibido no jogo, os doces foram os mais bem aceitos pelos jogadores, que consumiram na média 72 calorias em até cinco minutos após parar o jogo (cerca de 16 unidades de M&Ms).

O artigo aponta que a principal variável é se existe ou não algum doce disponível para a criança após este período em que esteve suscetível aos anúncios ou jogos em si.

“A criança joga o videogame, fica com fome e vai atrás de doces. O ciclo continua e elas falham na hora de ter um padrão saudável de alimentação. O resultado do meu estudo indica que essas propagandas têm uma influência mais pesada em crianças que já estão acima do peso”, disse Folkvord.

O pesquisador afirmou que fará uma colaboração com a Universidade de Barcelona para uma série de recomendações que serão apresentadas na União Europeia. A meta é ter novas regulamentações nos governos em relação aos anúncios nos jogos.

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