Colocar remédios nas farmácias é um trabalho caríssimo. Das primeiras pesquisas laboratoriais até um medicamento ser lançado são gastos entre 500 milhões e 2 bilhões de dólares, informa um artigo do pesquisador Alessandro Paiardini, da Universidade La Sapienza, publicado hoje.

Mesmo assim, com todos os testes feitos em voluntários, é possível que um produto seja descartado e todo o investimento desperdiçado. Pois, para reduzir as chances de falência com um erros desses, a indústria farmacêutica está utilizando como nunca os testes de computador.

Paiardini explica que as drogas atuam nas moléculas doentes, que quase sempre são proteínas de estrutura tridimensional. Assim, é preciso calcular que remédios podem atuar nessas estruturas.

Os programas mais modernos de computador comparam certos grupos de proteínas, que já têm tratamento eficaz, com as que ainda estão sendo analisadas. Se forem parecidas, aí sim começam os testes de interferir com remédios.

As combinações possíveis de proteínas com moléculas são tantas que até um comprimido famosíssimo foi descoberto por casualidade: o Viagra era um remédio para a pressão alta, que aliviava o coração, mas foi seu efeito secundário – a ereção dos homens – que o tornou um produto perfeito para lançamento.

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