Na ata da última reunião, finalizada na semana passada com a decisão de manter a taxa básica de juros da economia nacional em 8,75% ao ano, o Copom (Comitê de Política Monetária), ligado ao Banco Central, destaca que existe a possibilidade de aumento nos “riscos para a concretização de um cenário inflacionário benigno”, consequência principalmente do aumento na demanda interna.

Segundo a nota, “nesse ambiente, cabe à política monetária manter-se especialmente vigilante para evitar que a maior incerteza detectada em horizontes mais curtos se propague para horizontes mais longos (e) cabe à política monetária zelar para que as pressões inflacionárias sigam contidas”. O mercado financeiro aposta na manutenção da Selic até abril, quando haveria aumento para 9,25%.

Seguem “favoráveis” as condições para o crescimento da economia nacional, e “a confiança dos consumidores e dos empresários também exibe sinais consistentes de recuperação. Nessas circunstâncias, o ritmo da atividade depende, de forma importante, da evolução da massa de rendimentos reais, dos efeitos das medidas de estímulo fiscal e dos incrementos das transferências governamentais que ocorrerão nos meses à frente”.

Copom já vê risco de aumento da inflação

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