A Justiça de São Paulo concedeu nesta quarta um mandado de reintegração de posses para os prédios da USP bloqueados por funcionários grevistas. A medida dá a possibilidade de que a Polícia Militar entre no campus para garantir o fim da greve, que começou no dia 5.

No total, sete prédios da universidade encontram-se obstruídos por pedaços de madeira, cadeados e faixas de reivindicações. Entre os edifícios interditados pelos manifestantes estão unidades da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) e a reitoria.

A decisão judicial relembra a greve iniciada pela mesma categoria em maio do ano passado. Na ocasião, professores e estudantes se juntaram aos grevistas em um conflito contra a Força Tática da Polícia Militar que deixou, pelo menos, dez feridos. Daquela vez, a paralisação foi até o dia 22 de junho, e terminou sem que as principais reivindicações dos grevistas fossem atendidas.

Agora, os trabalhadores da USP, Unicamp e da Unesp exigem aumento salarial de 16%, entre outras reivindicações. Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sinrusp) comunicou que “não recuará do cumprimento das deliberações dos trabalhadores diante de ameaças de reintegração de posse”.


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Justiça permite o uso de força policial para o fim da greve na USP