A jornalista iraniano-americana Roxana Saberi foi condenada a 8 anos de prisão no Irã, sob a acusação de espionar a favor dos EUA, segundo sua família e seu advogado.

De acordo com seu pai, Reza Saberi, ela teria sido “enganada” para assumir a acusação. “Roxana nos disse que nada do que confessou era verdade, mas que a intimidaram e disseram que se cooperasse seria liberada”, afirmou Reza Saberi, sem informar quando aconteceu a conversa com a filha.

Saberi está detida há quase dois meses no Irã, na prisão de Evin, em Teerã. Na semana passada, ela recebeu a visita de seus pais. No início de março, a história de Roxana Saberi ganhou as manchetes.

No dia 10 de fevereiro, a jornalista free-lancer, que trabalha no Irã, teria ligado para seu pai para avisar que havia sido presa por comprar uma garrafa de vinho – no país é proibida a venda e consumo de álcool.

Após dia sem ter notícias de sua filha, Saberi recorreu às agências de notícias internacionais para divulgar o caso. Roxana, de origem iraniana, estudava e trabalhava no país há seis anos.

Na semana passada, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, entregou às autoridades iranianas uma carta na qual explicava que a libertação de Saberi e a de um suposto agente americano desaparecido há de mais de dois anos na ilha iraniana de Kish seria entendida como um gesto de boa vontade.

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