Aos 113 anos, a albanesa Tane Koleci viveu em três séculos diferentes, viu o fim de impérios, duas Guerras Mundiais e a queda da Cortina de Ferro. Atualmente, Tane vive na miséria com uma ajuda social de 20 euros ao mês que gasta em tabaco e café.

Sua certidão de nascimento diz que nasceu em 10 de julho do 1896 no povoado de Derjan, no norte da Albânia, o que a torna mais velha do que o próprio Estado albanês, fundado em 1912 após conseguir sua independência do Império Otomano.

Quase surda e com dificuldades de visão, Tane passa grande parte do dia deitada em uma cama, o único móvel de seu quarto, que não tem calefação, nem luz elétrica.

É quase impossível se comunicar com ela, apesar do esforço de seus familiares, que compreendem sua forma de se comunicar, mas surpreende por sua vitalidade quando cumprimenta os visitantes com um enérgico aperto de mão.

“Há um mês, ela teve pressão alta e enjôos que duraram três dias. Com os olhos cheios de lágrimas, nos suplicava para que chamássemos o médico. Tinha medo de morrer”, disse Mexhid Koleci, primo de Tane, que cuida da idosa junto com sua mulher, Zahide, de 72 anos.

Logo depois de acordar, a centenária toma quatro xícaras de café sem açúcar e outras quatro ao longo do dia. Seus amigos mais próximos são um velho cachimbo e uma caixa metálica, presente de seu marido, Veli, falecido em 1971, onde guarda o tabaco.

Tane começou a fumar escondido quando era menina. Atualmente, fuma dez cachimbos por dia, o que equivale a quase um quilo de tabaco por mês. “Os 2600 leks (quase 20 euros) que Tane recebe de ajuda social todo mês são gastos em tabaco e café”, lamenta Mexhid.

Por outro lado, durante sua longa vida, Tane respirou o ar puro do monte e se alimentou bem. E nunca bebeu uma gota de álcool.

Albanesa de 113 anos gasta ajuda social em tabaco e café

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