Virgulando Neon encontrou Aldine Müller, no mesmo restaurante vegetariano em que almoça todos os dias. Muito simpática, concordou em dar seu contato para uma entrevista. Ligamos ontem e quase não precisamos perguntar nada: Aldine é um livro aberto. Meio tímida no começo, desconfiada, pega gosto pela história e vai embora.

Aldine Müller
, é, na verdade, Aldina Rodrigues Raspini.  Aos 55 anos, esta gaúcha de São José dos Ausentes mora em São Paulo. Foi uma das musas da pornochanchada, e construiu depois disso uma sólida carreira em teatro e TV. Mesmo assim, em 2000 foi capa da revista Sexy

Aldine nos contou que volta ao cinema este ano, depois de muitos anos longe das telonas. E por que ficou tanto tempo afastada? “Foi um período muito ruim. Me incomodava quando me olhavam na rua como um pedaço de carne no açougue, ‘vamos comer este bife’. Parei de fazer cinema e comecei a fazer terapia”, conta ela. Depois da terapia, teatro e TV, mas cinema nunca mais. “Mas eu retorno este ano. Fiz dois curtas ano passado, mas curta também não faço mais. Essa moçada de hoje quer fazer tudo de graça.”


Então a fama não foi bacana? Ela explica que nunca se sentiu tão famosa. “No período de Salvador da Pátria sim, eu apanhava na rua e tudo, mas foi um período de Globo, e Globo é Globo. Mas hoje eu tenho muito mais estrutura, muito mais maturidade para lidar com a fama. Eu sou do interior, sou muito simples, sempre tive cuidado. Um dia, porém, achei uma carta do meu filho que dizia que eu era estrela, e eu choquei. Resolvi repensar tudo”, conta a atriz. “Eu sempre trato as pessoas como velhos amigos, nunca saio no tamanco. As pessoas me reconhecem na rua, vêm falar, mas eu sou muito tímida. Aprendi a lidar com isso.”


E a terapia, parou? “Parei! Meu cuidado hoje é com a saúde mesmo. Alimentação, yoga, pilates, musculação.” E o trabalho, logicamente. Aldine deve fazer duas peças, antes de seu longa estrear. Uma delas, com Cleide Yacones atuando e dirigindo. E quanto ao filme? “Segredo, ainda.” Mas, pela empolgação de Aldine, não perdemos por esperar!



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