O técnico do Milan, Carlo Ancelotti, disse que não treinará a equipe
“para sempre” e, quanto a uma possível saída da Itália no futuro, disse
que “tudo é possível”, em entrevista publicada terça-feira pelo jornal
esportivo Corriere dello Sport.

Ancelotti afirmou que, no momento
em que as coisas entre o clube e ele mesmo não funcionarem, o adequado
seria “se despedir com um abraço”, mas precisou que este “não é o
momento” e que a sintonia entre as duas partes é “total”.

Sobre o
clima de tensão que existe no futebol italiano, depois dos incidentes
na partida contra o Napoli que se saldou com uma agressão ao
vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, o técnico ressaltou que
está “cansado” desta situação, mas que, se mudar “de ares”, não será
por causa da violência.

“Claro, não treinarei o Milan para sempre”, respondeu Ancelotti, perguntado sobre quando acontecerá esta mudança de ares.
Em relação a uma possível saída para um clube não italiano, o treinador disse apenas que “tudo é possível”.

“De
qualquer forma, digo que meu mito no exterior é Guus Hiddink, que
conseguiu atuar bem onde quer que fosse”, acrescentou o italiano. Sobre
o Chelsea inglês – uma das equipes, junto com o Real Madrid, que
estaria interessada em contratar Ancelotti para a próxima temporada -,
ele reconheceu que se encontrou com o proprietário do clube, Roman
Abrahamovich, em Paris, mas especificou que foi uma reunião para se
conhecer, e nunca teve “intenção de romper com o Milan”.

O treinador
italiano também disse que o Milan não poderá fazer grandes
investimentos no mercado de contratações este ano, assim como as outras
equipes, e afirmou que o grupo será renovado, mas não é preciso “uma
revolução total”.

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