É nesta quinta-feira (2) o show de lançamento do disco <i>VentoBom</i>, primeiro solo de <b>André Caccia Bava</b>. Depois de integrar acompanhar bandas tão diversas quanto <b>Black Rio</b>, a de <b>Sandy & Junior</b> e a de <b>Elza Soares</b>, ele decidiu abraçar algumas de suas influências mais caras – como Noel Rosa, Cartola, Chico Buarque e Novos Baianos – e embarcar em um projeto só seu, a gosto de samba e MPB, com músicas como <i>Tá Querendo</i> e <i>Samba Torto</i> como carro-chefe.

Hoje guitarrista do grupo que acompanha <b>Lobão</b>, André estudou engenharia de som, no renomado Musician’s Institute. “Trabalhei em um estúdio chamado Wild Tracks, cujo dono produziu vários álbuns de música brasileira nos anos 1980”, conta ele. Profissional da música há anos, não reconhece grandes semelhanças artísticas entre a sonoridade de <i>VentoBom</i> e o repertório das bandas que já acompanhou, mas diz ter absorvido “o profissionalismo de um, o comprometimento de outro e o processo criativo de outro” ao transitar entre um grupo e outro.

“Mesmo com tantas diferenças de estilo, só estive nestes projetos porque estava realmente interessado. Cada um tem suas particularidades: uns foram apenas gravações, outros turnês longas; cada banda é uma família com hábitos e relações diferentes”. Além das já citadas, André destaca também a época em que tocou na banda de Maurício Manieri. “Envolveu uma questão emocional muito forte, porque entrei para substituir seu irmão Marcelo, que havia falecido”, lembra. “Cada uma destas oportunidades trouxe coisas positivas de alguma maneira. Acredito que só crescemos musicalmente e pessoalmente quando nos deparamos com desafios”.

Desta vez, no disco solo de André, quem convida é ele. Integrantes das bandas de Ney Matogrosso, Lulu Santos, Chico César, dentre outros músicos, participaram da gravação de <i>VentoBom</i>, mas não estarão no show de hoje. “Tenho o privilégio de trabalhar com grandes amigos. Os músicos que me acompanham participaram da gravação do disco e são pessoas que eu admiro muito. Com certeza farão participações especiais ao longo da temporada de shows, mas não podemos estar sempre juntos. Infelizmente”, conta.

A escolha do local, Studio SP, não foi por mero acaso. A casa, localizada na efervescente Rua Augusta, se tornou um local bastante apreciado por músicos e bandas para lançar trabalhos – dizem até que o novo disco de Caetano Veloso, <i>Zii e Zie</i>, será lançado com show lá. “O Studio SP é bacana. Tem uma atmosfera legal e uma estrutura ok”, elogia André. “Apesar de São Paulo ser o melhor lugar do Brasil em oportunidades para tocar, não há um grande número de casas legais para se apresentar. Ou por causa do perfil, ou pela estrutura. Vejo vários amigos artistas com esse problema de ‘onde tocar?’. Principalmente os alternativos ou ainda não consagrados”.

Enquanto a divulgação de <i>VentoBom</i> não intensifica, André pretende continuar conciliando a rotina de shows ao lado de Lobão com sua agenda solo. “Talvez chegue a hora em que eu não possa mais fazer os dois, mas por enquanto ainda dá”, esclareceu.

ANDRÉ CACCIA BAVA EM SÃO PAULO

Quando: 02/04/2009, às 23h
Onde: Studio SP. Rua Augusta, 561, Centro.
Quanto: R$ 15 a R$ 25

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