O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, confirmou há pouco ter se desfiliado do Democratas hoje (10), alegando ser alvo de “um triste espetáculo de cenas e imagens montadas com óbvias motivações políticas”. Arruda declarou deixar o partido a fim de poupar os companheiros de legenda de ter que decidir entre saciar a sede por atos radicias e mediáticos, ou julgar com amplo direito de defesa e cumprimento dos prazos estatutários”.

O governador também alegou querer evitar uma discussão judicial que possibilitasse a sua permanência no partido. Arruda afirmou que “não disputarei eleição no próximo ano. Quero dedicar-me inteiramente a terefa de cumprir, como governador, todos os compromissos e metas assumidas no programa de governo”.

A desfiliação de Arruda acaba com os planos do governador de disputar a reeleição no próximo ano já que a lei eleitoral exige pelo menos um ano de filiação a uma legenda para qualquer candidato. Entre os seus correligionários, a interpretação da atitude de Arruda foi diferente.

“O DEM lhe impôs, portanto, uma derrota significativa. Ele poderá, agora, acertar as contas com o Distrito Federal, que lhe poderá tirar o mandato e, com a própria Justiça, que lhe poderá impor uma pena severa”, ponderou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Arruda anuncia saída do DEM

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