A Radio Nederlands, da Holanda, informou nesta segunda-feira (28), que a polícia do Suriname anunciou ter prendido 35 pessoas envolvidas nos ataques contra brasileiros que teriam deixado pelo menos 16 feridos em Albina, a 150 km a leste da capital, Paramaribo.

Os detidos são acusados de incêndio criminoso, roubo e estupro de mulheres brasileiras.

Segundo o UOL, o chefe do setor de Justiça da polícia surinamesa, Krishna Mathoera, disse à rádio holandesa que alguns dos presos já teriam inclusive sido reconhecidos pelas vítimas dos estupros.

A polícia e as Forças Armadas surinamesas retiraram 130 pessoas que se esconderam na selva durante os confrontos na região de Albina. Entre elas estão cerca de 80 brasileiros e 20 chineses, levados para Paramaribo.

Mathoera reconheceu que Albina, vilarejo de 5 mil habitantes na fronteira com a Guiana Francesa, é um local de grande tensão.

“É uma área de fronteira, com grande mobilidade de pessoas e de mercadorias. Mas a polícia nunca tinha imaginado que o conflito (entre moradores locais e imigrantes) iria escalar tanto”, disse.

Em entrevista à BBC Brasil, uma representante da embaixada brasileira em Paramaribo disse que pelo menos 16 pessoas ficaram feridas no ataque da última quinta-feira. Três deles ainda estão hospitalizados em Paramaribo.

Segundo as autoridades surinamesas, um grupo de brasileiros foi atacado com machados e facões como represália pelo assassinato de um surinamês, supostamente esfaqueado por um brasileiro após uma briga.

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