O caso da menina de 9 anos, de Pernambuco, que fez o aborto dos filhos
gêmeos de seu padrasto continua repercutindo. Dessa vez, o cardeal
Giovanni Battista Re (na foto, no centro), presidente da comissão no
Vaticano (foto) encarregada de assuntos da América Latina, é quem defendeu a
excomunhão dos médicos que fizeram legalmente a interrupção da
gravidez.

A criança, que é da cidade de Alagoinha, sofria abusos do
padrasto há três anos e a gravidez indesejada era de risco. Apesar da
Justiça autorizar o procedimento médico, que aconteceu na última
quarta-feira (dia 4), a Igreja Católica condenou a ação dos médicos e
ordenou que eles fossem excomungados. Na prática, os doutores que
fizeram o aborto não poderão mais receber os sacramentos da Igreja,
como a Eucaristia e o casamento religioso.

Para o cardeal Giovanni “é um caso penoso, mas o verdadeiro
problema é que os dois gêmeos concebidos eram pessoas inocentes, tinham
direito de viver”, declarou ao jornal italiano La Stampa, neste sábado.

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