A Chrysler anunciou nesta segunda-feira (30/03) que chegou a um acordo com a italiana Fiat para formar uma aliança, pouco depois do governo norte-americano condicionar a concessão de mais ajudas ao fabricante automotivo a um acordo definitivo.

O presidente da Chrysler, Bob Nardelli, disse, através de um comunicado, que “Chrysler, Fiat e Cerberus chegaram a um acordo sobre o marco da aliança global, apoiado pelo Departamento do Tesouro”.

A Cerberus é o principal acionista da automobilística americana.

A Chrysler e a Fiat chegaram a um acordo provisório no início do mês, segundo o qual a empresa italiana receberá 35% do conjunto de acionistas da companhia americana, em troca da transferência de tecnologia, modelos e capacidade de distribuição mundialmente.

“Ao proporcionar à Chrysler produtos e plataformas, cooperação tecnológica e distribuição global, a Fiat fortalece a capacidade da Chrysler para criar e preservar trabalhos nos Estados Unidos”, disse Nardelli.

O executivo acrescentou que “a Chrysler operará normalmente durante os próximos 30 dias”.

“Embora reconheçamos que ainda é preciso resolver substanciais obstáculos, a Chrysler está comprometida a trabalhar de forma próxima com a Fiat, a Administração americana, o Departamento do Tesouro e o grupo presidencial do setor automotivo para garantir o apoio das partes interessadas”, acrescentou Nardelli.

Durante o anúncio do plano governamental para resgatar o setor do automóvel, o presidente americano, Barack Obama, disse que a situação da Chrysler era “mais difícil” que a da General Motors.

Obama advertiu que a empresa só poderá sobreviver se a aliança com Fiat seguir adiante, e deu à Chrysler um prazo de 30 dias para chegar a um acordo definitivo e melhorar seus planos de reestruturação.

O acordo final entre a Chrysler e a Fiat abre as portas para que a empresa receba até mais US$ 6 bilhões de ajuda estatal para completar sua reestruturação.

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