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Aos 47 milhões de anos de idade, Ida vem sendo considerada a prova definitiva de que Charles Darwin estava certo. Ela foi apresentada ao mundo durante o lançamento de seu site, na terça-feira, como aquilo o que os cientistas chamam de elo perdido entre primatas e humanos.

Batizada oficialmente de Darwinius masillae, Ida tem o tamanho aproximado de um gato doméstico e apresenta características que tornam a teoria da evolução bastante verossímil: polegares parecidos com os de humanos e unhas no lugar de garras. Além disso, suas patas traseiras oferecem evidências de mudanças evolutivas que teriam levado os primatas a andarem eretos.

Durante uma cerimônia para a apresentação do fóssil, no Museu Americano de História Natural, o cientista Jorn Hurum foi bastante otimista. Ele considera a descoberta uma das maiores de todos os tempos em termos de evolucionismo. “Esse fóssil provavelmente será aquele que estará estampado em todos os livros pelos próximos 100 anos”, apostou. De qualquer forma, embora a comunidade científica celebre o fato, alguns estudiosos preferem manter certa cautela, alegando que ainda há muito a estudar sobre Ida. 

O fóssil foi descoberto praticamente intacto em 1983, nos arredores de uma caldeira vulcânica na Alemanha. O grupo que o encontrou era composto por arqueologistas amadores, que não tinham noção da importância do que tinham em mãos. Apenas depois de alguns anos Ida foi levada à Universidade de Oslo, onde foi estudada secretamente durante dois anos.

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