A recuperação da economia brasileira, com a retomada do sistema de crédito, já faz os consumidores procurarem opções mais baratas de empréstimo para substituir o uso do cheque especial, que de acordo com o Banco Central, perdeu força neste ano.

Em setembro do ano passado, com a quebra do banco americano Lehman Brothers, houve uma queda de 10% na oferta de crédito no Brasil somente no segmento de pessoa física. Algumas instituições chegaram a cogitar a suspensão das linhas de empréstimos para os clientes.

Sem acesso a outras linhas de crédito, os consumidores passaram a utilizar mais o cheque especial, já que se trata de opção de financiamento vinculada à conta corrente. Entre outubro e dezembro do ano passado, por exemplo, mais de 43% dos novos empréstimos para pessoa física estavam relacionados a essa modalidade. Agora, já passado quase um ano desse período, o mercado está em alta e esse percentual caiu para 37%.

Segundo o BC, os consumidores migraram para opções como crédito pessoal, consignado e veículos. Somente nos últimos três meses, o total de dívidas no cheque especial cresceu apenas 1% e soma atualmente R$ 17,4 bilhões. Nessas outras modalidades, o avanço ficou entre 6% e 8%.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), até março os bancos estavam com pouca oferta de crédito em linhas pré-aprovadas, ficando apenas o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Agora, é crescente a oferta de linhas de crédito mais baratas, já que há uma competição entre as instituições financeiras.

As taxas de juros do cheque especial, que chegaram a ser de 175% ao ano no fim de 2008, agora estão em 160%.

Com mais crédito, consumidor foge do cheque especial

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