O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, atingiu 0,16% na terceira prévia de outubro. Essa taxa ficou bem acima da anterior (0,09%), que havia sido a menor desde novembro de 2007. A alta foi puxada pelo aumento de preços em dois grupos de despesas: transportes, de 0,52% para 0,64%, e habitação, de 0,39% para 0,49%.

Em transportes, a pressão inflacionária foi exercida principalmente pelo reajuste de preços do álcool combustível (14,08%), da gasolina (1,01%) e do diesel (0,24%). Já no grupo habitação foram os aumentos de preço do gás de botijão (4,03%) e da tarifa de água e esgoto (2,53%) que ajudaram a empurrar o IPC para cima.

Esses acréscimos, porém, tiveram os efeitos minimizados pelos demais grupos. O de alimentos manteve, pela quinta apuração seguida, variação negativa de 0,72%. No entanto, no grupo há uma tendência de recuperação de preços, uma vez que na segunda prévia de outubro a queda havia sido mais intensa (-0,93%).

Em vestuário, o IPC passou de 0,41% para 0,09%. No grupo educação, a taxa teve leve queda, passando de 0,06% para 0,04%.

Em despesas pessoais, a variação de 0,18% foi inferior à da medição passada (0,22%) e em saúde foi constatado aumento de 0,44%, mas com intensidade menor do que na pesquisa anterior (0,65%).

Combustíveis, água e gás de botijão pressionam inflação em São Paulo

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