“Dois amigos se encontram num bar, resolvem montar uma banda e chamam uma baterista. A vocalista se escala e o baixista é chamado um pouco depois”. Esse, segundo o baixista Tile, foi o processo de criação do Copacabana Club, banda curitibana que se define como “indie rock dançante” e já tem um EP lançado, King Of The Night. O Copacabana – formado pelo guitarrista e vocalista Alec, a vocalista Caca, a baterista Claudinha Bukowski, a guitarrista Luli e o baixista Tile – contou ao Virgula um pouco de sua trajetória, a interação as vezes frenética com os fãs durante os shows e revela que pretende gravar seu primeiro álbum até o final do ano.

Virgula – Como vocês definem o som da banda?
Claudinha Bukowski – Indie rock dançante. Dois blogs certa vez utilizaram termos que adorei: “indie-festa” e “indie-carnaval”.

Virgula – Como vocês usam a internet para divulgar a banda?
CB O Copacabana, além de criar o MySpace para divulgar e possibilitar o download das músicas, tem utilizado Orkut, Twitter e Facebook pra auxiliar na divulgação do nosso trabalho.
Tile – A internet é super importante pra uma banda, quando utilizada corretamente. Muita coisa foi no boca-a-boca (ou blog-a-blog), e assim conseguimos mostrar nossa música para um número de pessoas que nunca imaginávamos.
Cacá V – A internet foi fundamental para divulgar o nosso som. Respondo todos os emails, mensagens, vendo os EPs, camisetas. Acho que as pessoas, quando recebem as mensagens, se identificam mais com a banda.

Virgula Que bandas ou cantores vocês estão ouvindo ultimamente?
CB – Escuto muito Spoon, Radiohead, os últimos CDs do Yeah Yeah Yeahs e do Franz Ferdinand, Coconut Records, Phoenix… de bandas nacionais adorei Rosie & Me aqui de Curitiba, que conheci recentemente. Também gosto muito do Cassim & Barbária e sou fã incondicional do Mosha, outra banda aqui de Curitiba.
T – Sou muito fã de Stones e Primal Scream, mas ultimamente tenho escutado bastante Elliot Smith, Black Rebel Motorcycle Club, Midnight Juggernaughts, etc.Gostei muito também do novo CD do U2.

 

Virgula Com quem vocês gostariam de fazer parcerias musicais?
CB – O Copacabana fez recentemente alguns shows com DJs como Boss in Drama e Database. Acho que uma parceria nesse gênero seria bem interessante.
T – Sabe, acho que gostaria de fazer uma parceria com uma escola de samba do Rio de Janeiro.
CV – Temos uma idéia de fazer nossas musicas numa pegada bossa-nova, mas sem pretensões de fazer parte do estilo.  Mas alguém que viesse acrescentar o tempero do “King Of The Bossa” seria legal (risos).

Virgula Como estão os show da Copacabana Club? Muitos episódios engraçados ou especiais?
CB – O último episódio marcante pra mim foi o nosso show de carnaval no James, quando a Caca fez uma super maquiagem vermelha que derreteu em 2 minutos. Parecia que ela tinha saído do filme “Carrie, A Estranha”. Mas tava tudo ótimo, ela continuava descendo pra cantar junto com o publico e sujar todo mundo com tinta vermelha!
T – Em um show em Florianópolis, estávamos tocando e comecei a notar que o Luli estava bem agitado nesse show, com uma performance bem legal… Foi vi ele dando um pulo muito alto em minha direção, só deu tempo de dar um passo pra trás e ele passou voando na minha frente. Não sei o que aconteceria se não tivesse visto ele (risos).
CV – Adoro os shows. Acho que são a melhor parte do trabalho. Sempre acontecem coisas engraçadas, como as invasões de palco em Florianópolis. A sensualidade das coxas da Claudinha, que essa semana teve repercussão em rede nacional, pela TV. A frase “poxa, que coxa!” já virou hino nos shows.

Virgula Quais os próximos projetos da banda?
CB – Começamos a gravar mais duas músicas em estúdio. Devem ficar prontas logo, só não sabemos como vamos lançar esse material. E claro, gostaríamos de gravar um disco completo. Quem sabe até o fim do ano…

Sem mais artigos