A parcela da população que mais sentiu os efeitos da crise no início do ano é a composta pela classe média e pelos ricos. Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), as chances de membros das classes A, B e C migrarem para camadas mais pobres da sociedade aumentou nos dois primeiros meses de 2009. O estudo aponta que a possibilidade de rebaixamento para as classes D e E saltou de 2% no último trimestre de 2008 para 12% em janeiro e fevereiro deste ano.

A situação fica mais grave para quem trabalha no setor financeiro. A pesquisa mostra que, com base nos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), entre setembro e dezembro de 2008 a chance de decadência nesta área era de 9%, passando para 13,5% em 2009. Tendência muito parecida foi sentida também para os trabalhadores da indústria, que viram suas chances de ficar mais pobres aumentar de 2,7% para 4,1% nos mesmos períodos.

Para o economista responsável pela pesquisa, Marcelo Néri, os números comprovam que a crise atingiu em cheio os profissionais mais qualificados e com salários mais elevados. O encolhimento da classe C é uma ameaça à popularidade do presidente Lula, que cresceu como aumento da classe média nos últimos anos.

A mobilidade social se mostrou consolidada em fevereiro, com a diminuição da participação das classes A e B na sociedade. No final do ano passado, essa fatia representava 15,3% da população brasileira. Agora, os mais ricos equivalem a um patamar de 14,84%, dados de fevereiro.

A classe C é a que tem o maior número de cidadãos país. Ela também perdeu espaço entre dezembro e janeiro, caindo e 52,81% para 52,64% do total da população e se manteve praticamente estável em fevereiro, com 52,67%. “O movimento de pessoa que deixam as classes D e E rumo à C foi interrompido. Os grupos permaneceram praticamente estagnados nos últimos meses”.

Os dados mostram que com a crise aumentou ainda mais a desigualdade social no Brasil. Nos dois primeiros meses do ano ela teve uma ata de 0,55%, que representa uma movimentação inversa a de 2007, quando teve inicio o aumento da classe C. No ano passado, a redução das diferenças foi ainda maior: 2,18%.

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