Neill Blomkamp, diretor de Distrito 9, longa-metragem de ficção que estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (16), disse que não teve a intenção de fazer um filme sobre política, apartheid ou segregação racial. “Qualquer filme que se passe na África do Sul terá esse pano de fundo”, explicou Blomkamp, em entrevista ao UOL.

Segundo o diretor, a ideia foi fazer um filme inspirado em personagens clássicos da ficção como Alien, Robocop e Predador. “Há um monte de referências muito claras a filmes de ficção científica de que eu gosto”. Ele explica que a escolha da África do Sul serviu para apimentar a história. “De repente é Johanesburgo que se torna tão marcante no filme”.

Ao lado do produtor Peter Jackson, Blomkamp trabalhou por cinco meses no projeto de um filme baseado no videogame Halo. Mas, como a produção foi cancelada por questões orçamentárias, a dupla decidiu refazer o projeto.

Elogiado pela crítica, Distrito 9 custou cerca de US$ 30 milhões, um valor modesto em comparação aos principais filmes de Hollywood.

História

Em Distrito 9, uma nave alienígena procura refúgio sobre a cidade sul-africana de Johanesburgo. Incapazes de retornar ao seu planeta natal, os alienígenas permanecem na Terra durante mais de 20 anos. Eles são mantidos confinados em condições precárias em uma região da cidade, sofrendo constantes violências e sujeitos à hostilidade da população humana.

Diante das tensões sociais entre humanos e alienígenas, a MNU, empresa de armas responsável por controlar o campo de confinamento, é acionada para retirar os não-humanos de Johanesburgo.

Em um formato que acaba por reforçar a veracidade desta ficção, a narrativa de Distrito 9 é conduzida em forma de um documentário, montado com cenas de reportagens de televisão, depoimentos e tomadas que representam gravações feitas por câmeras de segurança.

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