Depois da crise financeira que abalou o oásis no qual se transformou Dubai, freando o desenvolvimento representado pelos luxuosos prédios que brotavam das areias do deserto dos Emirados Árabes Unidos, agora é a vez da mudança climática colocar o emirado em risco.

Como o território fica, em média, apenas 16 metros acima do nível do mar, praticamente toda a cidade corre o risco de ser invadida pelas águas do Golfo Pérsico e ficar submersa até 2100 a ponto de comprometer cerca de 90% da infraestrutura e deslocar até 85% da população, de acordo com estudos do Instituto de Meio Ambiente de Estocolmo. 

O relatório faz uma ressalva quanto às consequências mais graves, já que existe uma incerteza em relação aos resultados de futuras ações políticas no sentido de reduzir as emissões globais de gases de efeito estufa, reverter o efeito estufa e assim conter o aquecimento global e o consequente aumento do nível dos mares devido ao derretimento das calotas polares.

Mas, a depender da falta de ação dos líderes mundiais vista na reunião da ONU sobre o clima (COP-15) em dezembro, na cidade de Copenhague, talvez seja o momento do governo de Dubai começar a pensar em um planejamento para as próximas décadas e se preparar para o pior.

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