O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos subiu 5,7% entre outubro e dezembro do ano passado, o maior ritmo de crescimento desde 2003, informou nesta sexta-feira (29) o Departamento de Comércio americano.

O dado representa, tecnicamente, o fim da recessão na qual o país está imerso há dois anos, ao registrar dois trimestres consecutivos de crescimento.

Mesmo assim, o National Bureau of Economic Research – grupo responsável por declarar oficialmente o final das recessões e que leva em conta também outros fatores, como o desemprego – ainda não se pronunciou a respeito.

O número publicado superou as previsões da maior parte dos analistas, que esperava que os Estados Unidos crescessem a um ritmo anual de 4,5% durante o último trimestre de 2009.

Os economistas atribuem o crescimento à melhora no mercado imobiliário e ao avanço da produção industrial, mas as companhias continuam sem aumentar o ritmo de contratações, o que faz com que o desemprego permaneça em 10%.

Os analistas advertem, de qualquer forma, que parte do forte aumento do último trimestre de 2009 diz respeito a fatores temporários, como o estímulo governamental e à decisão das empresas de aumentar estoques baixos por causa da recessão.

Os economistas calculam, nesse sentido, que parte do crescimento no quarto trimestre diz respeito ao ciclo de estoques.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) insistiu na quarta-feira (27), no final de sua reunião de dois dias, que manterá a taxa básica de juros em níveis próximos a zero durante um período “extenso” para impulsionar a recuperação.

Já o presidente americano, Barack Obama, prometeu, durante o discurso sobre o Estado da Nação na noite da quarta-feira, que a criação de emprego será “o objetivo principal de 2010”.

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