Um projeto de 400 bilhões de euros (cerca de R$ 1 trilhão) vai envolver 15 empresas africanas e europeias para a construção de usinas solares no deserto do Saara, ao norte do continente africano. Com a finalidade de produzir energia para a Europa, Oriente Médio e África do Norte, o consórcio de empresas deve ser oficializado no dia 13 de julho. Entre elas, estão as alemãs Siemens e Deutsche Bank. A meta é gerar 15% da demanda do continente europeu até 2050.

Porém, um dos problemas que as empresas ainda precisam enfrentar é o custo da tecnologia de produção de eletricidade a partir de painéis solares, que é mais caro que o produzido a partir de combustíveis fósseis e hidrelétricas. Outra questão é a infraestrutura para transportar a energia do deserto até a Europa e demais países envolvidos. Com a tecnologia atual, a perda de eletricidade durante a transmissão é da ordem de 15%.

Ainda sim, como a produção de eletricidade a partir da energia solar no deserto é praticamente constante, os custos extras devem compensar a empreitada.  Além da produção de energia elétrica, países como o Marrocos esperam amenizar seus problemas de abastecimento de água, já que a energia extra produzida também seria utilizada para alimentar as usinas de dessalinização de água do mar.

Cientistas apontam que se 2% e 3% de área desértica fosse coberta com painéis solares, seria o suficiente para garantir o abastecimento elétrico da Europa e dos países da região do Saara. Segundo as estimativas da Siemens, uma superfície de 300 vezes 300 quilômetros de espelhos parabólicos no Saara poderia suprir todo o planeta com eletricidade.

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